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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000067 — OSTEOMIELITE POR ESPOROTRICOSE EM PACIENTE IMUNOSSUPRIMIDA: RELATO DE CASO

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Beatriz Rastoldo Barbosa, Natália Graciano Assis de Oliveira Andrade, Rodrigo Guimarães Cunha, Teresa Maria de Britto do Rio, André Milagres Pereira
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

A esporotricose é uma micose subcutânea endêmica no Brasil, causada por espécies do gênero Sporothrix, com formas clínicas que variam de cutâneas a sistêmicas. O acometimento osteoarticular é incomum e geralmente associado à imunossupressão.

Relato do caso

Mulher, 27 anos, com imunodeficiência comum variável em uso de imunoglobulina endovenosa, púrpura trombocitopênica idiopática prévia com esplenectomia e doença de Crohn em uso de corticoide, apresentou dor, edema e secreção purulenta em membro inferior esquerdo há 14 dias, sem febre, sem resposta a cefalexina. Havia histórico recente de osteomielite tratada com ciprofloxacino e clindamicina por oito semanas, com recorrência dos sintomas. Ao exame, apresentava lesão pré-tibial com secreção purulenta. Ressonância magnética evidenciou osteomielite da tíbia com reação periosteal, coleções adjacentes e trajeto fistuloso. Exames laboratoriais mostraram leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios. Diante de falha terapêutica e imunossupressão, foram consideradas etiologias atípicas. Biópsia óssea identificou Sporothrix sp., confirmando esporotricose osteoarticular. Instituído tratamento com anfotericina B por 14 dias, seguido de itraconazol 400 mg/dia. Realizada abordagem cirúrgica com ressecção óssea e fixador externo. Evoluiu com necessidade de seguimento prolongado, evoluindo posteriormente a óbito por complicações relacionadas às comorbidades.

Comentários

A esporotricose osteoarticular deve ser considerada em pacientes imunossuprimidos com osteomielite de evolução arrastada e refratária ao tratamento convencional. O diagnóstico frequentemente requer métodos invasivos. O manejo envolve terapia antifúngica prolongada associada, em muitos casos, à intervenção cirúrgica. O reconhecimento precoce pode impactar no prognóstico e evitar desfechos desfavoráveis.

Conflito de interesse

Sem conflitos de interesse.

Comitê de ética

-

Há Financiamento? Especifique

Não.

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