
As infecções relacionadas à assistência à saúde representam importante problema de saúde pública, especialmente em unidades de cuidados prolongados, onde fatores como comorbidades, uso de dispositivos invasivos e internações prolongadas aumentam o risco de eventos infecciosos. A atuação estruturada da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar é essencial para qualificar a assistência e reduzir esses riscos.
Materiais e métodosTrata-se de relato de experiência realizado em unidade de cuidados prolongados de hospital de pequeno porte. No período pré-implantação, observava-se ausência de protocolos institucionais, baixa adesão à higiene das mãos e inexistência de vigilância epidemiológica sistematizada. A implantação da comissão incluiu padronização de protocolos assistenciais, vigilância ativa com culturas microbiológicas, implementação de precauções e isolamento, estratégias de descolonização e capacitação contínua da equipe multiprofissional.
ResultadosObservou-se impacto positivo nos indicadores assistenciais. Houve redução da taxa de utilização de sonda vesical de demora de 23,34% para 11%. O consumo de sabonete líquido manteve-se acima do parâmetro recomendado (≥ 20 mL/paciente-dia), atingindo 31 ml e 28,8 ml nos meses subsequentes, indicando maior adesão à higiene das mãos. Destaca-se a manutenção de taxa zero de infecção de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, além da redução de eventos infecciosos após aumento pontual, com ausência de casos de pneumonia não associada a dispositivo no período final analisado.
ConclusõesA implantação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar promoveu mudança significativa na cultura assistencial, com melhora de indicadores de processo e resultado. A adoção de protocolos, educação permanente e vigilância ativa mostrou-se eficaz na prevenção e controle de infecções em hospitais de pequeno porte.
Conflito de InteresseSim.
Comitê de éticaSim.
Há Financiamento? EspecifiqueNão.


