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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000206 — INCORPORAÇÃO DO LF-LAM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS): ESTRATÉGIA PARA AMPLIAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE (TB) EM PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS (PVHA)

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Monica da Costa Guedes, Ludmila Pereira Macedo, Ana Paula Ferreira Barbosa, Michelle de Almeida Lúcio Paiva, Leticia Janotti
Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

A coinfecção tuberculose/HIV permanece como importante desafio de saúde pública, principalmente em países de alta carga como o Brasil. A imunossupressão associada ao HIV aumenta o risco de progressão da TB latente para a forma ativa, elevando a morbimortalidade. O diagnóstico precoce da TB em PVHA é essencial, mas limitado em indivíduos com baixa contagem de CD4, nos quais as apresentações clínicas são atípicas e métodos tradicionais apresentam menor sensibilidade. Assim, LF-LAM surge como estratégia complementar para o diagnóstico oportuno da TB ativa.

Relato da experiência

O LF-LAM foi inicialmente incorporado ao circuito de aids avançada, mas o município apostou na descentralização da oferta do exame para a rede a partir da APS. A análise dos dados desde sua implantação (2023) até 2025 demonstra importante ampliação da oferta diagnóstica e aumento progressivo da positividade entre PVHA. No período foram realizados 738 testes de LF-LAM, dos quais 238 apresentaram resultado reagente, correspondendo a uma positividade global de 32,2%. Observa-se crescimento expressivo no número de exames realizados ao longo do período: em 2023, primeiro ano de implantação, foram realizados apenas 36 exames, com 5 resultados reagentes e positividade de 13,9%; em 2024, houve expansão importante da oferta, com 246 exames realizados, 75 reagentes e positividade de 30,5%; já em 2025, consolidando a descentralização do exame para a rede de APS, foram realizados 456 exames, com 158 resultados reagentes e positividade de 34,6%. Esse incremento progressivo sugere não apenas maior incorporação do LF-LAM na rotina assistencial, mas também maior sensibilidade na identificação de casos de tuberculose ativa em PVHA, especialmente entre indivíduos com imunossupressão avançada. Comparativamente, os territórios que mais utilizam o LF-LAM coincidem com aqueles historicamente mais afetados pela coinfecção TB/HIV no município, indicando que a descentralização do exame fortaleceu a capacidade de detecção nos locais de maior necessidade sanitária. Assim, o aumento das taxas observadas não representa necessariamente piora epidemiológica, mas sim maior visibilidade da carga de doença.

Comentários

Esses achados reforçam que o LF-LAM, quando incorporado à APS e articulado à linha de cuidado das PVHA, contribui significativamente para o diagnóstico precoce da TB, qualifica a vigilância epidemiológica e fortalece a resposta assistencial nos territórios prioritários através da APS.

Conflito de interesse

Não há.

Comitê de ética

O estudo se enquadra nos critérios de dispensa de submissão ao CEP.

Há Financiamento? Especifique

Não.

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