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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000210 — POTENCIAIS FATORES DE RISCO PARA COLONIZAÇÃO POR ESCHERICHIA COLI PRODUTORA DE BETALACTAMASE DE ESPECTRO ESTENDIDO (E-ESBL) EM VIAJANTES PARTINDO DO RIO DE JANEIRO

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Karis Maria de Pinho Rodriguesa,b, Milena Mamede Malva Brancoc, Luís Guilherme de Araújo Longoc, Gabriel Seabra Ramos Esteves Correab, Mayara Suzano da Fonseca Gaigherb, Camila Pereira Rosab, Laura Maria Levindo Coelho Martinisb, Raquel Regina Bonellic
a Centro de Informação em Saúde para Viajantes (Cives), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b Universidade Estácio de Sá/ Instituto de Educação Médica (IDOMED), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
c Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

O aumento da circulação de microrganismos multirresistentes na comunidade tem impactado significativamente o tratamento de infecções. Viajantes contribuem para o transporte desses microrganismos entre diferentes regiões geográficas. Enterobacterales, especialmente Escherichia coli, colonizam o intestino humano, e cepas produtoras de betalactamase de espectro estendido (ESBL) podem ser adquiridas durante a viagem e posteriormente disseminadas na comunidade.

Objetivo

Avaliar a colonização por E. coli produtora de ESBL (E-ESBL) em viajantes e sua associação com possíveis fatores de risco, incluindo destino, uso de antimicrobianos e adesão a orientações preventivas relacionadas ao consumo de água e alimentos.

Material e métodos

Viajantes atendidos em um Centro de Medicina de Viagem no Rio de Janeiro foram convidados a participar. Amostras fecais foram obtidas por autocoleta com swab anal, antes e após a viagem. O material foi semeado em ágar MacConkey com e sem pressão seletiva com ceftriaxona. As amostras de E. coli foram identificadas por MALDI-TOF, e a produção de ESBL confirmada por testes fenotípicos. Dados clínicos e comportamentais foram coletados antes e após o retorno.

Resultados

Foram incluídos 238 viajantes (mediana de idade 43 anos; IIQ 32–55; 70% mulheres). Entre os 192 com isolamento de E. coli antes da viagem, 11% apresentavam colonização por E-ESBL. Observou-se associação com o consumo de saladas cruas em ambulantes (17,5% vs 3,5%; p = 0,002) e tendência de associação com uso de antimicrobianos (p = 0,06). Entre os 171 não colonizados previamente, 22% adquiriram E-ESBL após a viagem. Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre aquisição e os fatores analisados. A colonização foi mais frequente em viajantes para a Ásia, especialmente o subcontinente indiano (38%), seguida do Sudeste Asiático (28%), América do Sul (22%) e África Subsaariana (17%), sem significância estatística.

Conclusões

As viagens permanecem como importante fator de risco para colonização por E-ESBL, com maior frequência em destinos asiáticos. A ausência de associação com fatores classicamente descritos, como diarreia e uso de antimicrobianos, pode refletir limitações de poder estatístico ou características da população estudada, como a baixa frequência dos eventos, reforçando a complexidade dos determinantes da colonização intestinal.

Conflito de interesse

Não há.

Comitê de Ética

Aprovado no CEP - CAAE: 39274214.0.1001.5257.

Há Financiamento? Especifique

Faperj - APQ1 – 2023.

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