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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000241 — ESPONDILODISCITE TUBERCULOSA EM PVHA RECÉM DIAGNOSTICADO: CONSIDERAÇÕES DIAGNOSTICAS PARA UM TRATAMENTO ADEQUADO

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João Guilherme Monteiro Magalhãesa, Luiz Fernando Cabral Passonia, Stefanie Siqueira Martins de Moraesb, Carolina Oliveira Venturottib
a Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (HFSE), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião (IEISS), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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O tratamento da tuberculose envolve constantes reavaliações necessárias para alcançar a cura, com variáveis que podem ser inerentes ao paciente (adesão medicamentosa, comorbidades, intolerâncias, etc.), ao sistema de saúde (acesso aos medicamentos e exames de acompanhamento), ou até mesmo ao próprio patógeno (resistência). Durante a fase diagnóstica, esta pode inclusive apresentar-se inicialmente velada por um Teste Rápido Molecular (TRM) positivo sem resistência à rifampicina detectada, representando desafios terapêuticos adicionais.

Relato do caso

Paciente 24 anos, previamente hígido, estudante de enfermagem, HSH, residente no Rio de Janeiro, apresentava dor lombar progressiva que irradiava para o membro inferior esquerdo, com início há 18 meses. Inicialmente internado em outro serviço, realizou ressonância magnética de coluna lombar que apontava quadro de espondilodiscite. Na ocasião foi tratado por 28 dias como coleção bacteriana com vancomicina e ceftriaxona (alternado com cefepime), sem melhora clínica e até mesmo piora do padrão do exame de imagem. Durante esta internação, foi constatado sorologias positivas para HIV. Com isso, foi transferido para realização de biópsia e aspirado da coleção, os quais foram encaminhados para cultura de micobactérias e TRM, dentre outras análises. Constatou-se positividade no TRM, com resistência a rifampicina não detectada, e prontamente foi iniciado o tratamento padrão para o caso, assim como antirretrovirais. Sucedeu com alta hospitalar e iniciou consultas ambulatoriais mensais regulares. Até o segundo mês de tratamento, o paciente ainda queixava-se de dor importante, momento em que foi resgatado resultado de cultura com resultado positivo para o complexo Mycobacterium tuberculosis, com o teste de sensibilidade a antimicrobianos apresentando polirresistência: isoniazida e etambutol, e o Line Probe Assay (LPA) apontando sensibilidade a isoniazida. Devido a isso, foi iniciado esquema alternativo com amicacina, rifampicina, levofloxacino e pirazinamida na fase intensiva, e rifampicina e levofloxacino na de manutenção. A partir de então, o paciente apresentou melhora clínica progressiva, com recuperação quase completa até o final do tratamento.

Comentários

O caso reforça atentar às condições apresentadas durante as reavaliações, como evolução clínica do paciente e resultados de exames mais tardios, como a cultura, encarando o diagnóstico e tratamento da tuberculose como um processo continuado.

Conflito de interesse

Não há conflito de interesse Comitê de Ética: Não submetido a comitê de ética. Há autorização formal do paciente.

Há Financiamento? Especifique

Não.

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