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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
DOENÇAS INFECCIOSAS EMERGENTES E REEMERGENTES
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1. ENCURTAMENTO DE TELÔMEROS E DESREGULAÇÃO DOS GENES DO CHECKPOINT DO FUSO BUB1 E BUB1B NA REINFECÇÃO POR SARS-COV-2: UM ESTUDO TRANSVERSAL CASO-CONTROLE EM MULHERES.

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Vitoria Helena de Paiva Tavaresa, Gabriela Souza Ramos Caiadoa, Hélio Ranes de Menezes Filhoa, Edejan Heise de Paulab, Fermino Sanches Lizarte Netoc, Fábio Morato de Oliveira*,a
a Laboratório de Genética Humana e Médica, Universidade Federal de Jataí (UFJ), Jataí, GO, Brasil
b Laboratório Central de Saúde Pública, Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal, Brasília, DF, Brasil
c Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A reinfecção por SARS-CoV-2 tem se tornado uma preocupação crescente na prática clínica e na saúde pública, embora suas consequências moleculares ainda não estejam completamente esclarecidas. A instabilidade genômica — caracterizada por encurtamento dos telômeros, desregulação do checkpoint mitótico e alterações cromossômicas — é uma marca do envelhecimento celular e da manutenção genômica prejudicada, podendo ser agravada por exposições virais repetidas.

Objetivo

Investigar se a reinfecção por SARS-CoV-2 está associada a marcadores de instabilidade genômica em mulheres, incluindo comprimento dos telômeros, expressão dos genes do checkpoint mitótico BUB1 e BUB1B e frequência de micronúcleos.

Métodos

Este estudo transversal do tipo caso-controle incluiu 96 mulheres com idades entre 18 e 66 anos, sendo 56 com reinfecção confirmada por SARS-CoV-2 e 40 controles não infectados. O comprimento relativo dos telômeros foi mensurado por PCR quantitativo. A expressão gênica de BUB1 e BUB1B foi avaliada por PCR em tempo real com SYBR Green. A instabilidade genômica também foi analisada por meio da frequência de micronúcleos em células epiteliais bucais esfoliadas, conforme os critérios HUMN-XL. Dados clínicos e epidemiológicos foram obtidos por questionários padronizados. As análises estatísticas incluíram comparações entre grupos, testes de correlação e modelos de regressão multivariada.

Resultados

Mulheres com reinfecção por SARS-CoV-2 apresentaram telômeros significativamente mais curtos em comparação aos controles (mediana de 4–8 kb vs. 7–11 kb; p < 0,001), com encurtamento mais acentuado entre participantes com diabetes. Os níveis de expressão de BUB1 e BUB1B foram significativamente maiores no grupo reinfectado. Além disso, a frequência de micronúcleos foi mais elevada nas mulheres reinfectadas (5,6 ± 1,3 vs. 2,1 ± 0,8 por 1.000 células; p < 0,01), indicando maior instabilidade cromossômica.

Conclusão

A reinfecção por SARS-CoV-2 está associada ao aumento da instabilidade genômica em mulheres, evidenciada pelo encurtamento dos telômeros, aumento da expressão de genes do checkpoint mitótico e maior frequência de micronúcleos. Esses achados sugerem uma possível relação entre exposições virais repetidas e dano genômico; no entanto, relações causais não podem ser estabelecidas a partir deste delineamento de estudo.

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Palavras-chaves: COVID-19; Telômeros; Mulheres.

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