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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
INFECÇÕES BACTERIANAS E MICOBACTERIANAS
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10. ORGANIZAÇÃO 3D DOS TELÔMEROS EM MUCOSA ORAL COMO BIOMARCADOR NÃO INVASIVO DE INSTABILIDADE GENÔMICA NA TUBERCULOSE: UM ESTUDO PILOTO.

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Vitoria Helena de Paiva Tavaresa, Gabriela Souza Ramos Caiadoa, Milena dos Santos Marquesa, Lara Fabya Cruvinel Martinsa, Mariany Barros Gonçalvesa, Bianca Oliveira Davida, Carolina Cardoso Rodriguesa, Fermino Sanches Lizarte Netob, Sabine Maic, Fábio Morato de Oliveiraa
a Laboratório de Genética Humana e Médica, Universidade Federal de Jataí (UFJ), Jataí, GO, Brasil
b Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
c Department of Physiology and Pathophysiology, The University of Manitoba, Winnipeg, Canada
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A tuberculose (TB), causada por Mycobacterium tuberculosis, permanece como um importante desafio global de saúde pública, estando associada à inflamação crônica, estresse oxidativo e dano celular sistêmico. Evidências sugerem que infecções persistentes podem induzir instabilidade genômica, detectável por alterações na organização tridimensional (3D) dos telômeros. Contudo, a aplicação dessa abordagem em células da mucosa oral em pacientes com tuberculose permanece pouco explorada, configurando uma estratégia inovadora e não invasiva para avaliação de danos genômicos.

Objetivos

Investigar a instabilidade genômica em pacientes com tuberculose por meio da análise da organização 3D dos telômeros em células da mucosa oral, antes do início do tratamento, utilizando um grupo controle saudável como referência.

Métodos

Foram incluídos seis pacientes com tuberculose e vinte e dois indivíduos saudáveis pareados por idade e sexo (30–44 anos), ambos sem histórico de neoplasias ou doenças crônicas. Células da mucosa oral foram coletadas no momento basal, antes de qualquer intervenção terapêutica. As amostras foram analisadas por 3D Q-FISH, com aquisição de imagens de alta resolução e análise computacional. Os parâmetros avaliados incluíram intensidade do sinal telomérico, número total de sinais, frequência de agregados, volume nuclear e distribuição espacial. As comparações estatísticas foram realizadas por testes não paramétricos.

Resultados

Em comparação com controles (n = 22), os pacientes com tuberculose (n = 6) apresentaram alterações compatíveis com instabilidade genômica moderada. Observou-se aumento no número de agregados teloméricos (4.8 ± 1.2 vs. 2.1 ± 0.7 agregados por núcleo; ∼2.3-de aumento; p < 0.01), redução de ∼35% na intensidade do sinal (0.65 ± 0.08 vs. 1.00 ± 0.12; p < 0.01) e diminuição de ∼18% no número total de sinais (p < 0.05). O volume nuclear aumentou (∼28% aumentado; p < 0.05) e acima de 70% dos núcleos apresentaram perfis alterados, sem desorganização extrema.

Conclusão

Este estudo demonstra, de forma inédita, que a tuberculose está associada a aumento moderado da instabilidade genômica em células da mucosa oral antes do tratamento. A análise 3D dos telômeros mostra-se uma ferramenta promissora e não invasiva para avaliação de estresse genômico em doenças infecciosas.

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Palavras-chave: Telômeros; Tuberculose; Instabilidade genômica.

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