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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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(June 2026)
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13. VASCULITE LEUCOCITOCLÁSTICA POSSIVELMENTE RELACIONADA À VASCULITE POR IGA APÓS ABSCESSO PERIANAL: RELATO DE CASO

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Esdras Cândido Caixetaa, Alessandra Rose de Resende Jacobb, Amanda de Oliveira Meloa, Isabella Isaac Lopesa, Débora de Oliveira Canedob, Mayra Rabelo Santos Torresb, Sheila de Almeida Santos Paivab
a Universidade de Rio Verde, Goiânia, GO, Brasil
b Hospital Mater Dei Premium, Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A vasculite leucocitoclástica (VLC) é uma vasculite de pequenos vasos caracterizada por púrpura palpável, infiltrado neutrofílico perivascular e necrose fibrinoide. Suas principais causas incluem infecções, fármacos e doenças autoimunes. A púrpura de Henoch-Schönlein (PHS), ou vasculite por IgA, é definida por depósitos de IgA na imunofluorescência direta (IFD). Embora mais comum em crianças, pode ocorrer em adultos, geralmente com maior gravidade. A sensibilidade da IFD depende do tempo de processamento da amostra, pois os imunocomplexos podem se degradar rapidamente.

Relato de caso

JJF, 57 anos, internado em fevereiro por abscesso perianal refratário à antibioticoterapia ambulatorial (levofloxacino, cefalexina e amoxicilina-clavulanato), com febre diária. No dia anterior à internação, apresentou púrpura palpável em membros inferiores, com progressão para tronco e membros superiores, associada a artralgia poliarticular e edema articular, sugerindo PHS. Ao exame, encontrava-se hemodinamicamente estável, com múltiplas lesões purpúricas, sem sinais de acometimento visceral. A biópsia cutânea evidenciou VLC à histopatologia. A IFD foi negativa para IgA, IgG, IgM, C3 e fibrinogênio. A amostra foi processada cerca de 22 horas após a coleta, intervalo potencialmente suficiente para degradação dos depósitos de IgA. Diante do quadro clínico típico, associado a foco infeccioso desencadeante e ausência de nefrite, manteve-se como principal hipótese diagnóstica a PHS. O paciente recebeu meropenem e vancomicina por 7 dias, com resolução do abscesso, além de metilprednisolona 90 mg/dia por 5 dias, com melhora das lesões cutâneas, recebendo alta para seguimento ambulatorial.

Conclusão

A PHS em adultos é incomum e requer alta suspeição clínica. Neste caso, a associação entre infecção perianal e púrpura palpável ascendente com poliartrite, somada à histopatologia compatível, sustenta o diagnóstico. A negatividade da IFD não exclui PHS, especialmente diante de atraso no processamento da amostra, que pode gerar falso-negativo. O caso reforça a importância da correlação clínico-patológica e do processamento precoce da biópsia para maior acurácia diagnóstica.

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Apoio: Hospital Mater Dei Premium prestou apoio institucional para a realização deste trabalho, sem financiamento financeiro.

Palavras-chave: Púrpura de Henoch-Schönlein; Vasculite leucocitoclástica; Imunofluorescência direta.

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