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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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15. ANÁLISE ESPACIAL DA TUBERCULOSE E DOS AGRAVOS ASSOCIADOS NO ESTADO DE MATO GROSSO

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Danielly Vicente Silvaa, Láisa Victoria dos Santos Correiaa, Nathalia Teles Alves Sandovala, Maraisa Delmut Borgesa, José Santos de Oliveira Júniorb, André da Silva Abadec, Ricardo Alexandre Arcênciod, Alessandro Rolim Scholzee, Roxana Isabel Cardozo Gonzalesf, Josilene Dália Alvesa
a Universidade Federal de Mato Grosso, Barra do Garças, MT, Brasil
b Grupo de Pesquisa em Epidemiologia e Geoprocessamento do Araguaia, Barra do Garças, MT, Brasil
c Instituto Federal de Mato Grosso, Barra do Garças, MT, Brasil
d Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brasil
e Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil
f Universidade Federal de Góias, Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A presença de agravos como o HIV, bem como fatores como o uso abusivo de álcool, tabaco e outras drogas, contribuem para o agravamento do quadro clínico da tuberculose (TB) e dificultam o diagnóstico precoce elevando as taxas de abandono do tratamento e os desfechos desfavoráveis.

Objetivo

Analisar a distribuição espacial da TB e sua associação com agravos clínicos e comportamentais no estado de Mato Grosso, entre 2015 e 2024.

Metodologia

Estudo ecológico, descritivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram analisadas as variáveis relacionadas a agravos associados a TB/HIV, diabetes mellitus, alcoolismo, tabagismo e uso de outras drogas. Foi realizada a técnica de análise espacial do Índice de Moran Local (LISA).

Resultados

Foram registrados 14.357 casos de TB no período analisado. O agravo tabagismo foi o mais prevalente (22,90%; n = 3.289), seguido do alcoolismo (16,92%; n = 2.430). O Diabetes apresentou 8,19% (n = 1.177) dos casos notificados, enquanto o agravo TB/HIV foram identificados em 10,06% (n = 1445). A análise de autocorrelação espacial local (LISA) avaliou a distribuição da TB incluindo os casos totais no período analisado, e TB associada com os agravos alcoolismo e tabagismo. Na análise os clusters do tipo alto-alto (HH) concentraram-se nos municípios de Juara, Cáceres e Nova Xavantina (p < 0,05) indicando sobreposição espacial nessas áreas. Na análise dos agravos, foram identificados clusters do tipo alto-baixo (HL) nos municípios de Bom Jesus do Araguaia e Luciara com valores de p variando de 0,002 a 0,022.

Conclusões

O estudo evidencia um padrão espacial heterogêneo associada a TB e agravos em Mato Grosso. Os achados permitem a identificação de áreas prioritárias para o controle da TB no estado, contribuindo para a identificação de áreas prioritárias para controle da doença e no direcionamento de intervenções mais eficazes para o combate à TB.

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Apoio: Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq).

Palavras-chave: Tuberculose; Epidemiologia; Análise Espacial.

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