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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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(June 2026)
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16. ACTINOMICOSE ABDOMINAL INVASIVA REFRATÁRIA AO TRATAMENTO

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Heitor Costa Tavaresa, Débora de Bortoli Verdérioa, Rafaela Nascimento Ferrob, Gustavo Abrahão Afiuneb, Arthur César Alves Ferreirab, Gabriela Borgmann Barcelosb, Gabriela Moura de Paulab, José Gonçalves Ferreira Netoc, Caio Víctor Carvalhoc, Adriana Oliveira Guilardeb,d
a Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad/Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Goiás, Goiânia, GO, Brasil
b Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
c Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
d Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A actinomicose é uma infecção crônica causada por bactérias filamentosas anaeróbias do gênero Actinomyces spp., de evolução insidiosa e infiltração local progressiva, formando abscessos, fístulas e fibrose extensa. A doença tem apresentação clínica variada, desde formas cervicofacial, toracopulmonar, abdominopélvica, até comprometimento do sistema nervoso central. A forma abdominopélvica corresponde a cerca de 25% dos casos.

Relato de caso

Homem de 49 anos, natural e procedente de Goiânia-GO, sem comorbidades prévias. Paciente iniciou com lesão inflamatória em parede abdominal, com evolução lenta e progressiva, sendo realizada biópsia que demonstrou infiltrado inflamatório moderado misto, com focos de abscessos neutrofílicos; presença de fibrose e focos de necrose tecidual, com colônias de actinomicetos. Iniciada terapia com doxiciclina, com a qual permaneceu por 4 anos. Após este período foi submetido a abdominoplastia para ressecção das lesões. Evoluiu com resposta clínica insatisfatória, e após 1 ano da cirurgia a terapia foi substituída por amoxicilina oral, intercalada por longos ciclos de penicilina G cristalina. Apesar do tratamento, a doença evoluiu com infiltração progressiva da parede abdominal e estruturas intra-abdominais, com compressão extrínseca da veia ilíaca externa e femoral comum direita, culminando com trombose da veia ilíaca. Realizada angioplastia com stent e anticoagulação plena, no entanto, a infecção invadiu a parede da bexiga e de alças intestinais, bem como estruturas nervosas/ musculares da pelve. A ausência de cultura positiva para Actimomyces spp. levantou a hipótese de outros agentes, no entanto, a coloração pelo Fite Faraco foi negativa nas 4 biópsias realizadas, em anos diferentes, afastando a suspeita de nocardiose; fragmentos de tecidos foram indetectáveis para tuberculose em teste rápido molecular, bem como culturas negativas para micobactérias e fungos.

Conclusão

Descrevemos o potencial de complexidade da actinomicose abdominal, com evolução arrastada, complicações vasculares graves e progressão estrutural extensa, apesar do tratamento antimicrobiano prolongado. O caso reforça a necessidade de terapia antimicrobiana otimizada desde o início do diagnóstico, e abordagem cirúrgica precoce quando indicada.

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Apoio: Hospital das Clínicas da UFG/EBSERH

Palavras-chave: Actinomicose; Abdominal; Invasiva.

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