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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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(June 2026)
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23. EMERGÊNCIA DA ESPOROTRICOSE EM GOIÂNIA (GO): SÉRIE DE CASOS EM PACIENTES DO SEXO FEMININO

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Sara Coutinho Santa Bárbara Sousaa, Laura Oliveira Costaa, Leticia Fernandes de Moraisa, Júlia Rodrigues de Limaa, Camila Freire Araújob, Maly de Albuquerquec, Ithathiana Maria Cunha Bento da Silvac, Moara Alves Santa Bárbara Borgesb,c
a Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil
b Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil
c Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Goiás, Hospitais Universitários Brasil, Goiânia, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A Esporotricose é uma micose endêmica causada por fungos dimórficos do gênero Sporothrix, com destaque para a emergência zoonótica do S. brasiliensis na América do Sul. A transmissão urbana mediada por felinos doentes impulsiona a expansão geográfica da doença no Brasil. Em contexto de doença negligenciada, a gestão da epidemia requer estratégias que integrem assistência humana, controle sanitário animal e monitoramento ambiental. Relatamos 3 casos de esporotricose linfocutânea atendidos em hospital universitário terciário, sendo duas gestantes.

Relato de caso

1. feminina, 33 anos, gestante, residente em Goiânia (GO). Apresentou lesão pápulo-nodular ulcerada em 3° quirodáctilo direito (D) em 06/2025 após contato com gato doente, com progressão para trajeto linfático ascendente em membro superior (MSD). O diagnóstico de esporotricose linfocutânea foi confirmado por cultura. Em 09/2025, com 36 semanas de gestação, iniciou tratamento com terbinafina 250mg/dia e obteve re-epitelização completa após 66 dias. 2. feminina, 51 anos, residente em Goiânia (GO). Apresentou úlcera em 3° quirodáctilo D em 05/2025 após perfuração por espinho de limoeiro, evoluindo para trajeto linfático ascendente em MSD. Em 07/2025, biópsia revelou processo inflamatório granulomatoso e positividade para Sporothrix sp. Tratada com Itraconazol 100mg 12/12h por 6 meses, com remissão total do quadro. 3. feminina, 19 anos, gestante, residente em Goiânia (GO). Referiu lesão em 1° quirodáctilo direito em 10/2025 após 1 mês de arranhadura por gato doente, com posterior ulceração crostosa, acometimento de cordão linfático em MSD e lesão descamativa em tórax. O diagnóstico foi confirmado por cultura de fragmento de pele em 11/2025. Iniciou uso de terbinafina 250mg/dia com 15 semanas de gestação, apresentando boa resposta clínica e cicatrização.

Conclusão

Goiás vive uma endemicidade emergente da esporotricose clássica e zoonótica. O diagnóstico microbiológico é essencial para o sucesso do tratamento individualizado. A terbinafina é uma medicação categoria B na gestação. Sob orientação do ministério da saúde, os relatos confirmam uma alternativa eficaz e segura em casos de esporotricose em gestante. Faz-se necessário um controle efetivo da doença com o auxílio da vigilância epidemiológica a partir da instituição da notificação compulsória em Goiás. A segurança da população depende da iniciativa conjunta da “Saúde Única”, com fiscalização, educação, prevenção e tratamento adequado.

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Palavras-chave: Esporotricose; Zoonose; Gestação; Terbinafina.

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