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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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27. FREQUÊNCIA DE AMEBAS DE VIDA LIVRE EM PISCINAS DE JATAÍ-GO

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Marcelo Wagner Batista, Amanda de Castro Santana, Gabriela Jacób Monteiro, Yasmin Têrto Cunha, Yuji Takahashi, Matheus Henrique de Lima Cordeiro
Curso de Medicina, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Jataí (UFJ), Jataí, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

Amebas de vida livre (AVL) são protozoários ubíquos em ambientes naturais e artificiais, incluindo águas recreacionais, com capacidade de sobreviver a condições adversas por meio da formação de cistos e potencial de causar infecções graves em humanos, como meningoencefalite amebiana primária, encefalite amebiana granulomatosa e ceratite.

Objetivo

Avaliar a frequência de ocorrência e caracterizar morfologicamente AVL em piscinas de uso coletivo no município de Jataí-GO, considerando seu potencial impacto na saúde pública.

Metodologia

Estudo descritivo com coleta de amostras de água, lodo e biofilme de quatro piscinas públicas e privadas do município. As amostras foram transportadas em condições controladas, submetidas à centrifugação e semeadas em meio ágar não nutriente com infusão de soja. As culturas foram incubadas a 30°C por até 10 dias. A identificação das AVL foi realizada por microscopia óptica em diferentes tempos de cultivo, com base em características morfológicas de cistos e trofozoítos, incluindo padrão de motilidade e morfologia celular.

Resultados

Observou-se positividade para AVL em 50% das piscinas analisadas. Entre as amostras positivas, houve identificação de cistos e trofozoítos compatíveis com o gênero Naegleria em 100% dos casos e cistos sugestivos de Acanthamoeba em 50%. Não foram observados trofozoítos nem cistos de Vermamoeba vermiformis. Duas piscinas, incluindo ambientes termais, não apresentaram estruturas compatíveis com AVL. A detecção simultânea de formas císticas e trofozoíticas sugere condições ambientais favoráveis à manutenção, sobrevivência e possível multiplicação desses microrganismos. A ausência de trofozoítos em parte das amostras pode refletir condições ambientais desfavoráveis à forma ativa, como parâmetros físico-químicos da água e processos de desinfecção mais eficientes desses locais, favorecendo a ausência dessas formas de vida. Esses achados, porém, não excluem a presença de AVLs no meio.

Conclusões

A presença de AVL potencialmente patogênicas em piscinas de uso coletivo em Jataí-GO evidencia um risco sanitário relevante, especialmente em ambientes de acesso público, e reforça a necessidade de monitoramento microbiológico contínuo, controle rigoroso dos parâmetros físico-químicos da água e adoção de medidas preventivas para redução da exposição da população.

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Palavras-chave: Amebas de vida livre; Naegleria; Acanthamoeba; Piscinas.

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