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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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30. QUALIDADE DA ATENÇÃO PRÉ-NATAL E DETERMINANTES DA TRANSMISSÃO VERTICAL DA SÍFILIS: ESTUDO ECOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL (2020 - 2024)

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Vitória Bezerra Azevedo Sasakia, Maria Eduarda Ferretea, Vitória Batista dos Santosa, Reinaldo Satoru Azevedo Sasakib,c, Waldemar Naves do Amarald,e
a Curso de Medicina, Universidade de Rio Verde – Campus Goiânia (FAMED-UNIRV), Goiânia, GO, Brasil
b Ciências da Saúde, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
c Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
d Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
e Acadêmico Titular da Academia Nacional de Medicina, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

A sífilis congênita (SC) resulta da transmissão vertical de Treponema pallidum da gestante para o feto, podendo ocorrer em qualquer fase gestacional ou no parto. É evento sentinela da qualidade da assistência pré࿼natal, pois diagnóstico precoce e tratamento da gestante e do parceiro previnem a transmissão vertical.

Objetivo

Analisar a ocorrência de SC na Região Centro-Oeste (RCO) entre 2020 e 2024 e sua relação com indicadores de assistência pré-natal e tratamento do parceiro sexual.

Metodologia

Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificações (SINAN/DATASUS). Analisaram-se casos e óbitos por SC, realização de pré࿼natal, momento do diagnóstico e tratamento do parceiro. Aplicaram-se correlação e regressão linear simples entre número de casos e variáveis selecionadas.

Resultados

Entre 2020 e 2024, a Região Centro-Oeste registrou 6.897 casos de sífilis congênita, com maior concentração em Goiás (46,1%) e menor ocorrência em Mato Grosso do Sul (13,9%). Observou-se aumento dos casos até 2023, mais intenso em Mato Grosso do Sul (71,6%) e Goiás (42,5%); no Distrito Federal, o pico ocorreu em 2022, seguido de redução posterior, e em 2024 houve queda geral, sem tendência temporal significativa (p > 0,05). A cobertura de pré-natal foi elevada, variando de 70,4% a 82,7%, porém persistiram falhas no diagnóstico oportuno, sobretudo em Mato Grosso, onde 17,9% dos casos foram identificados apenas no pós-parto. O diagnóstico no pré-natal foi mais frequente no Distrito Federal (63,7%) e em Goiás (61,9%) e menor em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com cerca de 57%. A variável com maior força de associação com o número de casos foi o percentual de diagnóstico no pré-natal, com r = 0,371, R² = 13,8% e p = 0,107, indicando tendência positiva, porém sem significância estatística. A correlação entre o percentual de parceiros tratados e o número de casos foi praticamente nula (r = 0,018). O tratamento dos parceiros foi insuficiente em toda a região, com melhor desempenho no Distrito Federal (52,1%). Em Goiás, 23,3% dos parceiros foram tratados, em Mato Grosso 19,3% e em Mato Grosso do Sul apenas 11,3%.

Conclusão

Apesar da alta cobertura de pré-natal na RCO, a SC permaneceu elevada, sugerindo limitações na efetividade da assistência, especialmente na detecção precoce e no manejo dos parceiros sexuais.

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Eixo temático: Sífilis e outras Infecções de Transmissão Sexual. Agência Financiadora: Não houve financiamento.

Palavras-chave: Sífilis congênita; Cuidado pré-natal; Transmissão vertical de doenças infecciosas.

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