
V Congresso Goiano de Infectologia
More infoA Mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, é uma doença causada por um Orthopoxvírus, cuja relevância em saúde pública ganhou destaque após a emergência global registrada em 2022. Por sua relevância justifica o estudo.
ObjetivoAnalisar as solicitações de reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR) para casos suspeitos de Mpox.
MetodologiaEstudo epidemiológico descritivo, a partir da análise de registros de solicitações de exames e dados provenientes do Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial, no período de setembro de 2022 a abril de 2025. Foram incluídos casos suspeitos de Mpox encaminhados para análise molecular na Seção de Biologia Molecular do Laboratório Estadual de Saúde Pública de Goiás. As amostras analisadas consistiram em fragmentos, secreções e swabs coletados de mucosa e lesões das regiões perianal, genital, orofaríngea e oral. Foram avaliadas as seguintes variáveis: sexo, faixa etária, tipo de material biológico, município de origem, região de saúde e resultado laboratorial. Os dados foram organizados em planilha eletrônica e analisados por meio de frequências absolutas e relativas, além do cálculo de prevalência. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa CAAE 89026425.0.0000.0034.
ResultadosNo período analisado, foram registradas 3.417 solicitações de exames para detecção de Mpox. Destas, 619 apresentaram resultado detectável (18,1%), 2.697 não detectável (78,9%) e 101 inconclusivo (3,0%). Observou-se maior concentração de resultados detectáveis no ano de 2022, com 443 casos, correspondendo a prevalência de 71,5% dos resultados detectáveis. Nos anos subsequentes, verificou-se redução progressiva, com 125 registros em 2023, 41 em 2024 e 10 até abril de 2025. A macrorregião Centro-Oeste concentrou o maior número de resultado detectável, seguida da Centro Sudeste com 830 (24,3%) e Centro Norte com 301 (8,8%). Quanto ao perfil sociodemográfico, houve predominância de notificações no sexo masculino (63,7%), e, entre os casos detectáveis, 95,3% ocorreram em homens. A faixa etária mais acometida foi de 21 a 40 anos, com 495 casos e a menor de 51 a 90 anos com 17 diagnósticos com resultado detectável. Quanto ao tipo de amostra, os swabs de lesão e mucosa representaram maior frequência de detecção viral.
ConclusãoObservou-se o perfil epidemiológico dos casos detectáveis semelhante ao descrito na literatura, mais prevalentes no ano de 2022, em homens adultos jovens e nas amostras de lesões cutâneas e mucosas.
Apoio: Ministério da Saúde.
Palavras-chave:Mpox; Diagnóstico molecular; Vigilância epidemiológica; Saúde pública.


