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Vol. 30. Issue S2.
V Congresso Goiano de Infectologia
(June 2026)
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36. SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON EM PACIENTE COM PITIRÍASE LIQUENOIDE AGUDA: DESAFIO DIAGNÓSTICO E INTERFACE COM INFECÇÕES CUTÂNEAS

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Amanda de Oliveira Meloa, Esdras Cândido Caixetaa, Débora de Oliveira Canedob, Isabella Isaac Lopesa, Laura Pessoa Rodrigues Ribeirob, Mayra Rabelo dos Santos Torresb, Milena dos Santos Marquesc, Sheila de Almeida Santos Paivab
a Universidade de Rio Verde, Goiânia, GO, Brasil
b Hospital Mater Dei Premium, Goiânia, GO, Brasil
c Universidade Federal de Jataí (UFJ), Jataí, GO, Brasil
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Vol. 30. Issue S2

V Congresso Goiano de Infectologia

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Introdução

As dermatoses bolhosas e necrolíticas são condições graves, frequentemente relacionadas ao uso de fármacos, com importante acometimento mucocutâneo. A Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) destaca-se pela elevada morbidade e pela necessidade de diagnóstico diferencial com infecções cutâneas e dermatoses inflamatórias, como a pitiríase liquenóide.

Relato de caso

CADS, 41 anos, previamente hígido, com diagnóstico de pitiríase liquenóide aguda (PLEVA) confirmado por biópsia em maio de 2025, com remissão completa após corticoterapia oral. Após seis meses, iniciou quadro de hiperemia conjuntival, odinofagia e surgimento de lesões orais ulceradas de rápida progressão, seguidas de disseminação de lesões cutâneas pápulo-pustulosas e acometimento de mucosas oral e genital, associadas a febre e mal-estar. Ao exame físico, apresentava lesões eritemato-descamativas difusas, dolorosas, com acometimento mucoso e áreas de necrose epidérmica, com sinal de Nikolsky negativo. Exames laboratoriais evidenciaram resposta inflamatória importante, sem alterações hematológicas relevantes. Foi realizada investigação infecciosa ampla, incluindo painel viral e bacteriano, sorologias e PCR para Monkeypox (Mpox) e Mycoplasma pneumoniae, com resultados negativos. Inicialmente, considerou-se inicialmente etiologia viral, especialmente Herpes simples disseminada, sendo iniciado valaciclovir, posteriormente suspenso por ausência de confirmação laboratorial e histórico de hipersensibilidade ao aciclovir, com risco de reação cruzada. A tomografia de tórax evidenciou opacidades em vidro fosco inespecíficas. A biópsia cutânea descartou Mpox e demonstrou necrose epidérmica extensa, compatível com necrólise epidérmica tóxica no espectro da SSJ. Foram suspensas as medicações potencialmente implicadas e instituída corticoterapia sistêmica em altas doses, com evolução clínica favorável. Após 15 dias de internação, o paciente apresentou regressão progressiva das lesões cutâneas e mucosas, recebendo alta hospitalar com seguimento ambulatorial.

Conclusão

O caso ilustra o desafio diagnóstico entre doenças infecciosas e reações cutâneas graves induzidas por fármacos. A exclusão de etiologias infecciosas, dentre elas infecção por M. pneumoniae e vírus Mpox, foi fundamental para a condução clínica. O reconhecimento precoce da SSJ e a suspensão dos agentes suspeitos são decisivos para o prognóstico, reforçando o papel da farmacovigilância e da abordagem multidisciplinar.

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Apoio: Hospital Mater Dei Premium prestou apoio institucional para a realização deste trabalho, sem financiamento financeiro.

Palavras-chave: Síndrome de Stevens-Johnson; Pitiríase Liquenoide; Dermatopatias Vesiculobolhosas.

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