Journal Information
Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 039
Open Access
INFECÇÃO POR SARS-COV-2 EM VOLUNTÁRIOS DO ENSAIO CLÍNICO DA VACINA CHADOX1 NCOV-19
Visits
...
Gabriela Barbosa, Joseane Mayara Almeida Carvalho, Ana Paula Cunha Chaves, Luiz Vinicius Leão Moreira, Danielle Dias Conte, Luciano Kleber de Souza Luna, Nancy Bellei
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
Article information
Introdução

O Brasil já administrou mais de 230 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, com aproximadamente 40% da população totalmente vacinada. A vacina ChAdOx1 nCoV-19 é uma das principais vacinas utilizadas no país e teve o início dos seu ensaios clínicos de fase III iniciados em julho de 2020. Estudos com anticorpos neutralizantes e o surgimento das variantes fomentaram a discussão sobre as infecções por SARS-CoV-2 em indivíduos já totalmente imunizados, assim como se haveria alteração nos padrões de carga viral e/ou maior transmissão, por conseguinte. Sendo assim, nosso objetivo foi avaliar as taxas de positividade do SARS-CoV-2 e o valor médio do Cycle Threshold (Ct) (carga viral inferida) em profissionais de saúde vacinados no ensaio clínico de fase III da vacina ChAdOx1 nCoV-19, em São Paulo, Brasil.

Métodos

Foi realizada uma reação de RT-qPCR (GeneFinder Kit - OSANG Healthcare, Coreia) para todos os voluntários que apresentassem febre (≥ 37,8 C) ou tosse ou falta de ar ou anosmia/ageusia a qualquer momento durante o estudo (Julho/2020 até Setembro/2021), a partir de uma coleta de Swabs de nasofaringe e orofaringe. Considerando-se resultado positivo Ct ≤ 40 para pelo menos dois genes SARS-CoV-2 (RdRp, E e N).

Resultados

Foram realizados 1140 testes de RT-qPCR em 707 vacinados voluntários sintomáticos, dos quais 282 foram positivos (39,8%). Destes, 130 já haviam recebido as duas doses da vacina (46%), com mais de 14 dias após a segunda. Neste grupo, o Ct variou de 11 a 39, com média de 22. A média de dias entre a administração da 2ª dose e um PCR positivo foi de 172 dias. Entre os que não tinham 2 doses, 109 era do grupo controle quando testaram positivo, com Ct variando de 13 a 30, média 23. Outros 43 tinham apenas 1 dose da vacina, com média de 35 dias entre a administração da dose e o resultado positivo. Neste grupo, a variação de Ct foi de 15 a 31, medida de 22.

Conclusões

Apesar do impacto das variantes desde a segunda onda da COVID-19 e a duração dos anticorpos neutralizantes ainda ser objeto de discussão, não foram observados aumento na carga viral entre os grupos, independente das doses administradas. Ressalta-se, portanto, que independente de o indivíduo estar ou não imunizado, é necessário utilizar máscaras e praticar distanciamento, uma vez que tem potencial igual a um não vacinado para transmitir o SARS-CoV-2.

Full text is only aviable in PDF
The Brazilian Journal of Infectious Diseases

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools