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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 063
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PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO POR SARS-COV-2 NA POPULAÇÃO DE DIVINÓPOLIS/MG EM TRÊS MOMENTOS DISTINTOS DA PANDEMIA
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Gustavo Machado Rocha, João Paulo Costa Rodrigues, Samuel de Paula Pinheiro da Silva, Vinícius Cunha Lemos, Thaíssa Oliveira Vilaça, Laura Bougleux Michelin Luna, Eduardo Sérgio da Silva, Roberta Carvalho de Figueiredo, Thalyta Cristina Mansano Schlosser, Vanessa Faria Cortes, Vinícius Silva Belo
Universidade Federal de São João Del-Rei, São João Del-Rei, MG, Brasil
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Introdução

A cidade de Divinópolis, pólo da macrorregião oeste mineira, foi cenário do primeiro caso confirmado de COVID-19 do estado. O controle local da epidemia está relacionado ao conhecimento da dinâmica da transmissão e da vigilância da infecção no território. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência de COVID-19 no município de Divinópolis-MG, em três momentos ao longo da epidemia.

Métodos

Trata-se de estudo transversal sequencial de base populacional realizado em três etapas (1ª onda: novembro e dezembro de 2020, N = 616; 2ª onda: janeiro e fevereiro de 2021, N=671; 3ª onda: maio a julho de 2021, N = 619), entre indivíduos residentes e usuários de todas as unidades básicas de saúde de Divinópolis-MG. A amostra foi dividida igualitariamente em gênero e idade (2 a 15, 16 a 30, 31 a 50, 60+ anos de idade). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas presenciais e realização de teste rápido (TR) sorológico para detecção de anticorpos para SARS-CoV-2 e teste molecular (RT-PCR) em amostra de saliva. A positividade geral foi definida pela presença de qualquer exame positivo para SARS-CoV-2. O projeto teve aprovação ética e todos os participantes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido.

Resultados

As amostras foram compostas prioritariamente por indivíduos com ensino médio (42,2% a 50,3%) e superior (36,1% a 45,2%) e de cor parda ou preta (55,5% a 56,5%). Respectivamente na 1ª, 2ª e 3ª onda, 51,7%, 47,1% e 42,9% relataram história recente de síndrome gripal, e 2,2%, 2,6% e 8,8% diagnóstico prévio de COVID-19. Entre a 1a e a 3a onda, a adesão ao distanciamento social aumentou de 49,4% para 56,8%, o uso contínuo de máscara de proteção de 63,9% para 68,9%, e a história de contato com pessoa com COVID-19 de 33,7% para 44,9%. A prevalência de anticorpos para SARS-CoV-2 foi de 6,5%, 7,2% e 13,3%, e de infecção ativa pelo RT-PCR foi de 8,8%, 9,0% e 5,4%, na 1a, 2a e 3a onda, respectivamente. A positividade geral foi de 14,6% (11,8%-17,7%) na 1ª onda, 13,8% (11,2%-16,7%) na 2ª onda e 18,9% (15,8%-22,2%) na 3ª onda.

Conclusão

O estudo encontrou um aumento progressivo na prevalência de COVID-19 ao longo do período, embora tenha havido maior adesão às medidas de prevenção e menor positividade de infecção ativa na última onda. As prevalências encontradas no estudo foram substancialmente maiores que os indicadores apresentados pelo município, apontando para uma provável subnotificação e baixa taxa de detecção da doença.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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