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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 066
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PROGRESSÃO CLÍNICA DA COVID-19 CAUSADA PELA LINHAGEM GAMMA (P.1) COMPARADA COM OUTRAS LINHAGENS: ESTUDO DE COORTE DE PACIENTES HOSPITALIZADOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NO BRASIL
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Alexandre Prehn Zavasckia, Tarsila Viecelia, Priscila Lamb Winka, Fabiana Caroline Zempulski Volpatoa, Francielle Liz Monteiroa, Julia Biz Williga, Charles Francisco Ferreiraa, Beatriz Arnsb, Guilherme Oliveira Magalhães Costab, Matheus Souza Nichesb, Andreza Francisco Martinsb, Afonso Luís Barthb
a Hospital de Clinicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil
b Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil
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Introducão

A linhagem Gamma (P.1) do severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) tem transmissibilidade aumentada e resultou em aumento de hospitalizações, ocupação de leitos de terapia intensiva e taxas de mortalidade no Brasil. A associação dessa linhagem com um curso mais severo de doença ainda não foi determinado.

Métodos

Esta foi uma coorte retrospectiva avaliando pacientes não idosos hospitalizados por COVID-19 de junho a dezembro de 2020 (primeiro período) e fevereiro a maio de 2021 (segundo período) em um hospital de referência no Brasil. Duas coortes foram incluídas: a principal, composta de pacientes com linhagens de SARS-CoV-2 confirmada por sequenciamento genético, e a coorte de sensibilidade, composta por todos os pacientes elegíveis admitidos antes e depois da emergência da Gamma. O desfecho primário foi a taxa de incidência de necessidade de suporte ventilatório avançado.

Resultados

Na coorte principal, 86 (43 Gamma e 43 não-Gamma) pacientes foram incluídos. Características na admissão foram semelhantes, à exceção de que pacientes infectados pela Gamma tinham uma mediana menor no escore de comodidades de Charlson's. As taxas de incidência bruta e ajustada de suporte ventilatório avançado (hazard ratio ajustada [aHR], 1.78; intervalo de confiança 95% [CI], 1.05-3.03) e mortalidade em 28 dias do inicio de sintomas (aHR, 4.73; 95% CI, 1.15-19.41) e mortalidade em 28 dias da hospitalização (aHR, 3.72; 95% CI, 1.19-11.65) foram significativamente maiores em pacientes infectados pela Gamma. Estes pacientes tinham significativamente menos dias de vida e sem necessidade de oxigênio suplementar. A coorte de sensibilidade incluiu 433 pacientes: 259 do primeiro e 174 do segundo período (antes e depois da emergência da Gamma, respectivamente). Características de base eram semelhantes, à exceção de maior incidência de síndrome respiratória aguda grave na admissão em pacientes do segundo grupo. Pacientes do segundo período tinham significativamente maiores taxas de incidência de necessidade de suporte ventilatório avançado (aHR, 2.04; 95% CI, 1.60-2.59), suporte ventilatório invasivo (aHR, 2.72; 95% CI, 2.05-3.62), e mortalidade em 28 dias do início dos sintomas (aHR, 2.62; 95% CI, 1.46-4.72).

Conclusão

Nosso estudo sugere que em pacientes hospitalizados não idosos, COVID-19 causada pela linhagem Gamma pode apresentar quadro clinico mais severo, com maior necessidade de suporte ventilatório avançado e mortalidade em 28 dias.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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