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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 129-130 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 129-130 (December 2018)
EP‐185
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.247
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HANSENÍASE EM MUNICÍPIO DE BAIXA ENDEMIA (RIBEIRÃO PRETO, SP): NOVAS ESTRATÉGIAS PARA AÇÕES DE BUSCA ATIVA E EDUCAÇÃO DE SAÚDE À COMUNIDADE E ÀS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)
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João Vitor Barbosa de Resende, Fred Bernardes Filho, Helena Barbosa Lugão, Josely Mendonça Pereira Pintyá, Claudia Maria Lincoln Silva, Luzia Márcia Romanholi Passos, Daniel C. de Almeida E. Araújo, Marco Andrey Cipriani Frade
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 6 ‐ Horário: 13:30‐13:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Ações de busca ativa de hanseníase, baseadas essencialmente nos sinais dermatológicos, em regiões de alta endemia já demonstram endemia oculta; é interessante avaliar como estratégias de busca ativa se comportam em áreas de baixa endemia como Ribeirão Preto, SP.

Objetivo: Avaliar a efetividade do Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) como instrumento de busca ativa para rotina das ESF e treinar profissionais da atenção primária à saúde (APS), com vistas à descentralização do diagnóstico e tratamento da hanseníase em Ribeirão Preto, SP.

Metodologia: Foram aplicados 5.000 QSH à comunidade, após treinamento teórico‐prático em hanseníase a 82 agentes comunitários de saúde das 16 ESF do distrito Oeste do município. A partir das respostas obtidas compiladas em Excel, foram selecionados indivíduos com maior número de marcações positivas para avaliação clínico‐dermatoneurológica e treinamento das ESFs.

Resultado: Após sistematização de 2.361 QSH respondidos em planilha, as cinco questões mais marcadas foram: Q4‐Câimbras (488), Q2‐Formigamentos (266), Q3‐Dor nos nervos (252), Q1‐Sente dormências (226) e Q6‐Manchas na pele (201), foram convocados 154 indivíduos para avaliação clínica, momento em que foi feito o treinamento de 16 ESF (médicos e enfermeiros). Foram avaliados 66 indivíduos clínico‐dermato‐neurologicamente (44 mulheres, 22 homens; média de 52,9 anos), sete contactantes para hanseníase. Seis (9%) pacientes receberam diagnóstico clínico da doença, encaminhados para tratamento e seguimento em suas UBS, e duas pacientes para hospital terciário. Todos os pacientes tinham as perguntas Q1, Q2 e Q4 marcadas. Como desdobramento da ação, a capacitação dos profissionais de saúde resultou em maior autonomia na avaliação clínica para hanseníase, nos meses subsequentes foram diagnosticados mais seis casos novos, tanto entre contactantes dos diagnosticados na ação quanto da rotina, total de 12 casos novos diagnosticados.

Discussão/conclusão: Ações de busca ativa de hanseníase em municípios de baixa endemia evidenciam a endemia oculta relacionada à baixa suspeição pelas equipes de APS nesses municípios. O QSH demonstrou‐se um instrumento efetivo na seleção dos indivíduos com maior risco para hanseníase, destacaram‐se mais os sintomas neurológicos do que o sinal mancha na pele, pode se constituir num importante instrumento de educação em saúde à comunidade e aos profissionais da APS.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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