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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 24-25 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 24-25 (December 2018)
OR‐46
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.047
Open Access
ALERTA SARAMPO: CASOS NO ESTADO DE SÃO PAULO, 2007‐2017
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Ana Lucia Frugis Yu, Juliana Akemi Guinoza, Bernadete Liphaus, Patricia Marques Ferreir, Marcela Rodrigues, Naima Mortari, Telma Carvalhanas
Centro de Vigilância Epidemiológica/CCD/SES, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: 4 ‐ Horário: 15:40‐15:50 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: O sarampo é uma doença viral altamente transmissível que pode cursar com complicações graves e eventualmente fatais. A doença é de notificação compulsória nacional e a vigilância do sarampo considera a apresentação clínica, a avaliação laboratorial e epidemiológica dos casos. Desde fevereiro de 2018, o Brasil enfrenta aumento significativo no número de casos de sarampo, notadamente nos estados da Região Norte.

Objetivo: Descrever os casos de sarampo registrados no Estado de São Paulo (ESP), entre 2007 e 2017.

Metodologia: Casos da doença são registrados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SinanNet), inclusive informações sobre local de residência, ocupação, gênero, idade, situação vacinal, hospitalização, evolução, resultado laboratorial (sorologia e biologia molecular), deslocamentos, fonte. Eventuais dados complementares foram obtidos a partir de relatos de investigação de campo.

Resultado: Entre 2007 e 2017 foram registrados no ESP 2.863 casos suspeitos de sarampo, foram confirmados 42 (27 em 2.011, um em 2012, cinco em 2013, sete em 2.014 e dois em 2015). Entre esses, 53% (n=22) era residente na capital e 19% (n=8) em São Sebastião; 67% (n=27) ocorreram em estudantes; 53% (n=22) no gênero masculino; 21% (n=9) em menores de um ano; 4% (n=2) tinham um ano, 17% (n=7) entre dois e 10 anos e 55% (n=23) em indivíduos acima de 11 anos. Quanto à situação vacinal, 50% (n=21) não eram vacinados. Entre os vacinados (n=21), 70% (n=14) tinham apenas uma dose válida de vacina tríplice viral. Foram hospitalizados 11 casos (26%), 27,2% (n=3) na faixa entre 20 e 24 anos; todos os 42 casos evoluíram para cura, sem sequelas. A avaliação laboratorial demonstrou que 66% (n=28) dos casos apresentaram sorologia IgM reagente para sarampo, foram identificados os genótipos D4 (n=13), D8 (n=8) e B3 (n=1). Históricos de deslocamentos foram relatados em 23,8% (n=10) dos casos. Vínculo epidemiológico domiciliar foi determinado em sete casos e no ambiente escolar em oito.

Discussão/conclusão: Embora a circulação do vírus do sarampo tenha sido controlada previamente, casos esporádicos e surtos limitados ocorreram no ESP nesse período, com a maioria dos casos sem vacina ou incompletamente vacinado. A avaliação da situação vacinal e da hospitalização e a distribuição dos casos por faixa etária evidenciaram a necessidade de fortalecer as medidas de prevenção e controle concernentes à faixa acima dos 11 anos, com vistas ao efetivo controle dessa afecção no estado.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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