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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 93-94 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 93-94 (December 2018)
EP‐117
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.179
Open Access
ASSOCIAÇÃO DE FATORES COMPORTAMENTAIS E RISCO DE HEPATITE A NUM GRUPO DE HOMENS QUE FAZEM SEXO COM HOMENS (HSH) NOS ÚLTIMOS 12 MESES NO RIO DE JANEIRO
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Marcellus Dias da Costa, Margareth Catoia Varela, Alberto dos Santos de Lemos, Hugo Henrique Alves Ferreira
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI‐Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 2 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A hepatite A é a causa mais comum de hepatite aguda no mundo. Sua incidência está classicamente associada a fatores como desenvolvimento econômico, saneamento e segurança hídrica. As vias fecal‐oral e pessoa‐pessoa são as mais importantes para sua transmissão. Em junho de 2017, a OMS emitiu um comunicado que destacava a ocorrência de surtos da doença concentrados em HSH em diversos países no último ano. Também foram relatados surtos isolados no Brasil que predominaram em HSH.

Objetivo: Fazer uma análise descritiva sobre a associação de fatores comportamentais e relato de hepatite aguda na população HSH.

Metodologia: Survey online com o objetivo de correlacionar fatores comportamentais com o relato de ter recebido diagnóstico de hepatite aguda nos últimos 12 meses. O link da enquete foi divulgado a partir de dezembro de 2017 em redes sociais.

Resultado: De 01/12/2017 a 24/05/2018, 1.164 indivíduos responderam a pesquisa, dos quais 42,7% eram do sexo masculino. Entre esses, 51,2% haviam tido pelo menos uma relação sexual com homens nos últimos 12 meses. Nesse subgrupo, 12% afirmaram ter recebido diagnóstico de hepatite aguda nos últimos 12 meses, contra 0,7% dos homens heterossexuais. Analisando comparativamente os HSH com e sem diagnóstico de hepatite aguda no último ano, encontramos diferenças nas seguintes variáveis, respectivamente: relato de mais de cinco parceiros nos últimos 12 meses (79 e 37%); relato de ter conhecimento de que pelo menos um parceiro apresentou hepatite no último ano (31 e 3%); relato de ter feito sexo em locais de aglomeração como saunas, parques, banheiros públicos, boates, festas de sexo (86 e 58%); relato de diagnóstico de outras ISTs no último ano (31 e 19%); relato de uso de PrEP do HIV (10 e 8%); relato de viagens para fora do estado (78 e 76%); e relato de ter participado de eventos restritos ao público LGBT (59 e 31%).

Discussão/conclusão: O relato de ter apresentado hepatite aguda no último ano foi maior na população HSH, grupo esse que também relatou maior quantidade de parceiros sexuais, contato sexual com parceiro que sabidamente apresentou hepatite, sexo em locais de aglomeração, participação em eventos LGBT e maior frequência de outras ISTs. Esses fatores também estão listados na literatura como de risco para a transmissão de hepatite A.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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