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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 42 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 42 (December 2018)
EP‐017
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.079
Open Access
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E CICATRIZANTE DE PLANTAS MEDICINAIS EM RATOS
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Laura dos Reis Chalub, Amanda Oliva Spaziani, Cinthia Abilio, Amanda Bergamo Bueno, Shizumi Iseri Giraldelli, Marina Martins Sobreira, Dora Inés Kozusny‐Andreani
Universidade Brasil, São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: Universidade Brasil

N°. Processo: ‐

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O uso de plantas medicinais no tratamento de doenças é uma prática que atravessa milênios, está presente no senso comum e na sabedoria, articula cultura e saúde. No entanto, saber conservar e usar de maneira correta é fundamental para garantir que o princípio ativo funcione de forma adequada e eficaz.

Objetivo: Avaliar a eficiência de extratos hidroetanólicos de baru, romã, noni, pitanga e ipê branco no controle da infecção e no processo cicatricial em ratos.

Metodologia: A pesquisa foi aprovada pela CEUA/Universidade Brasil, protocolo 001‐17. Foram usados 20 camundongos Wistar machos entre 250‐300g, mantidos em gaiolas, em condições adequadas de higiene, luz e temperatura, receberam água e ração à vontade. Como agente causador de infecção experimental do sítio cirúrgico foi empregada Pseudomonas aeruginosa CCCD P013. Foi feito um corte de 4cm na região dorsal e em seguida procedeu‐se à sutura. Esse procedimento foi precedido pela aplicação de ketamina (90mg kg‐1) + xilazina (10mg kg‐1). Sobre a área suturada foi inoculada, por três dias, uma alíquota de 4mL da suspensão bacteriana. Os tratamentos foram: clindamicina e extratos hidroetanólicos de noni, pitanga, baru, romã e ipê branco, tópico e aplicado uma vez ao dia por vinte um dias. O controle da infecção foi verificado pela cultura periódica de amostras da lesão e processo de cicatrização por biópsias feitas aos 7, 14 e 21 dias, para análise histopatológica.

Resultado: Sete dias após início do tratamento verificou‐se redução do processo infeccioso e as análises histopatológicas evidenciaram pele com moderada proliferação fibrosa que comprometia a derme papilar e reticular. A infecção foi controlada aos 14 dias. Nessa fase os animais tratados com clindamicina, extratos de ipê branco e pitanga apresentaram pele dentro dos padrões histológicos de normalidade, enquanto que os demais evidenciaram pele com moderada proliferação fibrosa que comprometia a derme papilar e reticular e sugeria processo reparativo. Aos 21 dias todos os animais apresentaram pele dentro dos padrões histológicos de normalidade, exceto os tratados com romã, que ainda mantinham as características de tecido em reparação.

Discussão/conclusão: Os resultados obtidos evidenciaram a eficácia de extratos plantas medicinais no controle de infecções e nos processos de cicatrização, podem ser usados futuramente no tratamento de bactérias multirresistentes.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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