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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐183
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101261
Open Access
AVALIAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS EM IDOSOS NO PERÍODO DE 1998 A 2018 NO BRASIL
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Victor Costa Araújo, Larissa Moreira Santana, Beatriz Alves Nascimento
Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Salvador, BA, Brasil
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Introdução: Os idosos vêm ganhando destaque no cenário epidemiológico da infecção pelo HIV e da AIDS. Eles, que representam um grupo relativamente esquecido quando se pensa infecções sexualmente transmissíveis, têm sido mais diagnosticados; têm vivido mais; e, também, praticam sexo, principalmente após o avanço dos tratamentos das disfunções sexuais.

Objetivo: Nesse sentido, o seguinte artigo buscou avaliar o cenário epidemiológico da AIDS entre a população idosa, no período de 1998 a 2018, no Brasil.

Metodologia: Estudo epidemiológico que utilizou os dados sobre a AIDS das bases de disponibilizados compilados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A população do estudo foi constituída por todos os casos de AIDS em idosos (pessoas com idade igual ou maior que 60 anos), diagnosticados e registrados no período de 1998 a 2018 no Brasil.

Resultados: Em todo o período, totalizaram 795.971 casos novos, sendo que, destes, 31.272 ocorreram entre idosos, representando 3,93% do número total de casos. Foi observada, no entanto, que, em 1998, a proporção de casos representou somente 2,11% do total, enquanto no ano de 2018, correspondeu a 6,32%. Em relação à categoria de exposição nos idosos, 46,83% ocorreu em idosos heterossexuais. A via sexual representou 53,17% dos casos, a principal responsável pela transmissão do vírus. Destaca‐se que, em 45,36% notificações, os dados relativos ao tipo de exposição estavam incompletos e foram considerados ignorados. Quanto ao sexo, cerca de 62% eram homens e 38%, mulheres. A relação homem/mulher de casos novos de AIDS vem seguindo um padrão de decréscimo, apesar de, supostamente, ter apresentando um aumento no último ano de 2018. Em 1988, eram diagnosticados cerca de 2,25 homens para cada uma mulher (2,25:1), já chegando a ser de 1,41 homens para cada uma mulher (1,41:1), em 2011, porém apresentando um valor superior a esse, de 1,74:1, em 2018. Sobre a distribuição geográfica dos casos notificados, segundo as regiões do país, houve predomínio dos casos na região Sudeste com 47% dos casos, seguido pelas regiões Sul (24%), Nordeste (16%), Centro‐Oeste (6%) e Norte (6%).

Discussão/Conclusão: Observou‐se um padrão crescente do número de casos de AIDS entre a população idosa. Haja vista que é um grupo mais vulnerável por terem um sistema imune senescente, possuírem outras comorbidades e serem polimedicados, essa população merece uma atenção maior dos profissionais de saúde.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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