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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 71 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 71 (December 2018)
EP‐072
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.134
Open Access
AVALIAÇÃO DO USO DE ANTIMICROBIANOS NA COMUNIDADE NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO, SP
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Rodrigo Arutin Ferreira, Bianca Oliveira Muniz, Maria Paula Dezan Souza, Jessica Silva Aguiar, Ligia Castro Paganucci, Anelise Mendes Melo, Lucas José Bazzo Menon, Cinara Silva Feliciano
Centro Universitário Barão de Mauá (CBM), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 13:51‐13:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Um dos fatores que contribuem para a emergência de microrganismos multirresistentes é o uso inadequado de antimicrobianos, também evidenciado na comunidade, o que pode ser exemplificado pelo aumento da prevalência de agentes resistentes em infecções respiratórias e do trato urinário a antimicrobianos com elevada taxa de uso nesse cenário.

Objetivo: Avaliar o perfil de uso de antimicrobianos na população de Ribeirão Preto, SP

Metodologia: Moradores da cidade de Ribeirão Preto foram aleatoriamente convidados a responder a um questionário estruturado com questões referentes a variáveis sociodemográficas e ao uso de antimicrobianos, tais como frequência de uso, indicação, nome do medicamento, prática de automedicação.

Resultado: Responderam o questionário 230 pessoas, a maioria (59,6%) do sexo feminino, na faixa de 30 a 60 anos (51,3%), com ensino médio completo (34,3%) e superior (39,6%); 67% dos entrevistados afirmaram usar antimicrobianos com frequência anual, 36,1% responderam que já interromperam o uso por conta própria, seja porque os sintomas se resolveram ou por efeitos colaterais e 10% alegaram desconhecimento dos riscos associados ao uso desses medicamentos sem orientações; 25,7% dos entrevistados afirmaram já ter indicado algum antimicrobiano de que dispunham em casa para algum parentes e 23% alegaram já ter comprado antimicrobianos sem receita médica nos últimos três anos, apesar do regulamento sobre a proibição de venda. Não houve diferença estatisticamente significativa entre a variável grau de escolaridade e as variáveis avaliadas. Dentre as pessoas entrevistadas, 77,4% se lembraram do último antimicrobiano de que fizeram uso, amoxicilina foi o mais frequentemente usado (48,9%), seguido de azitromicina (11,8%) e ciprofloxacino (10,6%).

Discussão/conclusão: A análise dos dados desta amostra demonstra a elevada frequência de uso de antimicrobianos pelos entrevistados, bem como a alta taxa de não obediência ao tempo de uso recomendado, a frequência de uso sem indicação médica e a taxa de compra sem prescrição médica após a regulamentação da Anvisa. Apesar de basear‐se apenas em respostas dos entrevistados, o que pode trazer algum grau de incerteza, esta análise torna evidente a necessidade de medidas educativas da população como medida importante na promoção do uso racional de antimicrobianos, com potencial impacto no controle do avanço da resistência bacteriana.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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