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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 67-68 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 67-68 (December 2018)
EP‐065
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.127
Open Access
COBERTURA VACINAL E HOMOGENEIDADE DA VACINA CONTRA O SARAMPO EM RORAIMA NOS ÚLTIMOS 20 ANOS
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Maria Soledade Garcia Benedett, Roberto Carlos Cruz Carbonell
Universidade Federal de Roraima (UFRR), Boa Vista, RR, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 4 ‐ Horário: 13:51‐13:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A estratégia de imunização da população propicia a redução de doenças imunopreveníveis, bem como dos custos financeiros no âmbito das outras estruturas de atenção à saúde do SUS. Em Roraima, a cobertura vacinal (CV) geral (adultos e crianças) de todas as vacinas em 2017 foi de 45,44%, demonstrou a grave vulnerabilidade da população em virtude das baixas CV para todos os imunobiológicos disponíveis no Programa Nacional de Imunização (PNI). O estado enfrenta um fluxo imigratório de venezuelanos que fogem da atual crise econômica por que passa seu país, desde 2016, e atualmente o estado vive um surto de sarampo iniciado em fevereiro de 2018, causado pelo genótipo D8, o mesmo que circula na Venezuela.

Objetivo: Analisar a CV de rotina dos imunobiológicos com componentes contra o sarampo e a homogeneidade dessa CV no estado de Roraima nos últimos 20 anos.

Metodologia: Estudo descritivo e retrospectivo sobre a CV de rotina entre < 1 ano de idade da vacina com componente contra o sarampo: monovalente (entre 1997 e 2003), tríplice viral‐TV (desde 2000) e tetra‐viral (desde 2013), de 1997 a 2017; a taxa de abandono entre a 1ª e 2ª dose da vacina TV e a taxa de homogeneidade da CV no estado de 2013 a 2017. As coberturas vacinais preconizadas pelo Ministério da Saúde referem‐se ao percentual da população que está vacinada. Os dados analisados são do SIPNI/Datasus/MS.

Resultado: O estado alcançou a meta do MS (95%) para a vacina monovalente e/ou TV, referente à 1ª dose (D1), desde 1997, com exceção de 1998 (CV 89,50%), 2006 (CV 94,23%), 2010 (CV 94,49%), 2012 (CV 87,83%), 2013 (CV 89,07%), 2016 (CV 90,77%) e 2017 (CV 87,67%). A 2ª dose (D2) e a vacina tetra‐viral foram introduzidas no estado em 2013 e sua CV é inferior as CV da D1, exceto em 2017 (CV 88,16%). A maior taxa de homogeneidade dessas vacinas foi para TV, de 93,3% em 2005. Em 2017 essa taxa foi de 40% para todas as vacinas (TV D1 e D2 e tetra‐viral). A taxa de abandono encontra‐se em decréscimo no período: 2013 (66,05%), 2014 (20,49%), 2015 (16,03%) e 2016 (7,27%).

Discussão/conclusão: As coberturas vacinais no período analisado ficaram entre 87,67% em 2017 e 135,75% em 2000, ambas consideradas inadequadas, mas a homogeneidade da CV parece ser um problema ainda maior no estado. A eliminação ou controle de qualquer doença imunoprevenível depende da obtenção de coberturas vacinais constantemente adequadas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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