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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 59-60 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 59-60 (December 2018)
EP‐050
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.112
Open Access
COMPARAÇÃO ENTRE OS MÉTODOS DE BIÓPSIA HEPÁTICA, ELASTOGRAFIA HEPÁTICA PELO MÉTODO ARFI E OS MARCADORES BIOQUÍMICOS APRI E FIB‐4 PARA AVALIAÇÃO DA FIBROSE HEPÁTICA EM PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA C ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE REFERÊNCIA
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Ana Paula Serra Leopércio, Virgílio Tiezzi Neto, Carlos Henrique Miyashira, Flaviane Kesia Rodrigues, Olavo Henrique Munhoz Leite, Marcelo Mihailenko Chaves Magri, David Everson Uip, Ana Maria do Amaral Antônio, Arthur Bruno de Oliveira, Talissa Medeiros Taglietti
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 2 ‐ Horário: 13:44‐13:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As hepatites virais crônicas B e C são principais causas de injúria hepática, é importante seu estadiamento para identificar a presença de cirrose e com isso prever complicações sérias, como descompensação hepática, varizes de esôfago e carcinoma hepatocelular. A elastografia hepática e os marcadores bioquímicos APRI e FIB‐4 são métodos não invasivos aceitos atualmente para avaliação da fibrose hepática em pacientes com hepatite C, mas a biopsia hepática ainda é o método padrão‐ouro, além de avaliar também a atividade inflamatória e a esteatose hepática.

Objetivo: Comparar os métodos de biópsia hepática, elastografia hepática pelo método ARFI e marcadores bioquímicos APRI e FIB‐4 para classificar a fibrose hepática e analisar as variáveis sexo, idade, índice de massa corporal (IMC), esteatose hepática e atividade inflamatória, descrita na biopsia, entre os grupos com resultados de fibrose concordantes e discordantes entre os métodos.

Metodologia: Estudo retrospectivo em pacientes com hepatite C crônica atendidos na Faculdade de Medicina do ABC de 2014 a 2017 submetidos à biópsia hepática, que fizeram elastografia hepática (método ARFI) e que têm o cálculo de APRI e FIB‐4 disponíveis no mesmo período.

Resultados: Tinham disponível o ARFI, biópsia hepática e APRI e FIB‐4 em um intervalo de até seis meses 179 pacientes monoinfectados pelo VHC. Considerando a fibrose pelo score METAVIR, o ARFI apresentou 64,2% de concordância com a biópsia hepática, APRI e FIB‐4 apresentaram concordância de 55,3% e 61,5%, respectivamente. A análise da área sobre a curva ROC do ARFI versus biópsia hepática foi de 0,711 para F ≥ 2 e 0,885 para F ≥ 3; para APRI foi de 0,661 e 0,701, respectivamente, e para FIB‐4 foi de 0,682 e 0,749, respectivamente. Em relação às variáveis analisadas e à concordância/discordância entre os grupos acima, observou‐se uma correlação estatisticamente significante (p<0,05) para a presença de esteatose (ARFI X biópsia), a esteatose e o sexo (FIB‐4 X biópsia) e a esteatose e a atividade inflamatória (entre APRI X biópsia).

Discussão/conclusão: Em nosso estudo, o ARFI apresentou melhor desempenho para a classificação da fibrose em relação ao APRI e FIB‐4 e a presença de esteatose demonstrou significância estatística nos três métodos não invasivos analisados.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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