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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 34 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 34 (December 2018)
EP‐002
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.064
Open Access
DIAGNÓSTICO TARDIO DE INFECÇÃO POR HIV/AIDS EM JOVENS EM FORTALEZA, CEARÁ
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Roberto da Justa Pires Neto, Matheus Dias Girão Rocha, Janete Romão dos Santos, Edgar G. Marques Sampaio, Luciano Lima Correia, David Mendes de Melo, Lucas de Menezes Galvao
Departamento de Saúde Comunitária, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (Famed/UFC), Fortaleza, CE, Brasil
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Ag. Financiadora: Pibic‐UFC

N°. Processo: Edital 2017‐2018

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 1 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A infecção pelo HIV está em declínio nos últimos anos nos países desenvolvidos, no entanto sua prevalência varia em determinadas regiões e populações. No Nordeste do Brasil, a taxa de detecção de infecção por HIV/Aids permanece em crescimento, em especial em populações mais vulneráveis. Além disso, pacientes com diagnóstico tardio (DT) têm risco de desenvolver formas mais graves da doença e assumem particular interesse neste estudo, sobretudo os jovens.

Objetivo: Identificar fatores associados ao DT da infecção pelo HIV em jovens acompanhados em quatro unidades de saúde de Fortaleza, Ceará.

Metodologia: Estudo observacional, transversal, que avaliou jovens de 15 a 24 anos acompanhados em quatro unidades de saúde de Fortaleza, diagnosticados com infecção por HIV de jan/2011 a jun/2017. A coleta de dados foi feita com revisão de registros médicos com vistas a aspectos demográficos, epidemiológicos, clínicos e laboratoriais. DT foi definido como contagem de linfócitos T CD4<350/μL no momento do diagnóstico da infecção pelo HIV. O grupo DT foi comparado com um grupo de pacientes com contagem de linfócitos T CD4350/μL.

Resultado: Dos 284 pacientes, 87 foram excluídos por motivos de ausência de informação, idade acima da estabelecida ou indisponibilidade da contagem de linfócitos T CD4. Ao todo, 197 foram incluídos na análise, 71(36%) no grupo DT. Na comparação entre os grupos, não houve diferença significativa com relação a faixa etária, escolaridade, estado civil, etilismo e uso de drogas. As variáveis sexo feminino (58,8%) e orientação heterossexual (50%) tiveram maior prevalência no grupo DT (p<0,05).

Discussão/conclusão: A maioria das mulheres jovens foi diagnosticada com infecção por HIV em estágio avançado. Achado semelhante foi encontrado com relação à orientação sexual, ao se observar que 50% dos jovens heterossexuais encontravam‐se no grupo DT. Uma possível explicação seria que esses grupos não sejam considerados como mais vulneráveis e, já que não se suspeita de que estejam infectados, demoram a serem diagnosticados. Conclui‐se que, em amostragem de jovens com diagnóstico de infecção por HIV atendidos em Fortaleza‐CE, sexo feminino e orientação heterossexual são fatores associados a diagnóstico tardio da infecção. Esse resultado deve servir de alerta para as equipes de saúde para a suspeição da infecção pelo HIV mesmo em grupos considerados não vulneráveis.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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