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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 50-51 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 50-51 (December 2018)
EP‐033
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.095
Open Access
DOR NEUROPÁTICA E REICIDIVA EM HANSENÍASE – RELATO DE CASO
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Kleriene Vilela Gomes Souzaa,b, Leticia Rosetto da Silva Cavalcantea,b, Ana Maria Coelho Bezerra Martinsa,b
a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
b Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), Cuiabá, MT, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Define‐se como recidiva todos os casos de hanseníase, tratados regularmente com esquemas oficiais padronizados e corretamente indicados, que receberam alta por cura e que voltam a apresentar novos sinais e sintomas clínicos de doença infecciosa ativa.

Objetivo: Alertar sobre a importância de uma anamnese minuciosa e detalhada, da escuta atenta à história do paciente para diagnosticá‐lo corretamente.

Metodologia: Paciente masculino, 37 anos, branco, solteiro, afastado do trabalho pelas sequelas de hanseníase, compareceu ao “Mutirão para o tratamento de dor na hanseníase” no Hospital Universitário Júlio Müller em abril de 2018 e relatou ter sido diagnosticado com hanseníase multibacilar havia 24 meses, ter aderido ao tratamento medicamentoso PQT rimfampicina, clorofazimina, dapsona havia dois anos e um mês e não obtivera cura, foi recomendado pelo seu médico iniciar um novo tratamento, negava qualquer contato com parentes ou pessoas portadoras de hanseníase. Ao exame físico, paciente com hipoestesia na porção anterior dos antebraços e nos membros inferiores na região tibial anterior esquerda e direita e parestesia nas panturrilhas e ombros, lesões nodulares múltiplas e disseminadas. Aplicado o questionário DN4, paciente com dor neuropática, assinalou SIM para queimação, frio doloroso, choque elétrico, formigamento, alfinetada/agulhada, adormecimento, coceira, hipoestesia ao toque, hipoestesia a picada de agulha, totalizou no score DN4 7/10. No fim da consulta é explicado a ele que provavelmente tinha uma recidiva, visto que aderira corretamente ao tratamento duas vezes. Com isso, o paciente relatou morar com um irmão usuário de drogas ilícitas diagnosticado com hanseníase que não seguia corretamente o tratamento PQT, presumível diagnóstico de recidiva.

Discussão/conclusão: Apesar do correto diagnóstico, muitas vezes deixa‐se de lado o rastreio adequado dos contactantes para hanseníase, que deve ser feito logo após a instituição do tratamento ao paciente, das pessoas conviventes com ele durante os cinco anos anteriores e uma vez por ano durante os próximos cinco anos. O propósito da Estratégia Global para Hanseníase 2016‐2020da ONU é a detecção precoce da hanseníase e o tratamento imediato para evitar a incapacidade e reduzir a transmissão da infecção na comunidade.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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