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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐091
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101169
Open Access
DOSAGEM DE D‐DÍMERO E INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE COVID‐19
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João Eduardo Andrade Tavares de Aguiar, Barbara Rhayane Santos, Joanna Severo, Marília Marques Aquino, Lucas Pires da Rocha, Brenda Vaz dos Santos, Mariana Cunha de Sousa, Marcos Antônio Lima Carvalho, Marcella Andrade Tavares de Aguiar, Rosana Cipolotti
Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristovão, SE, Brasil
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Introdução: A doença do coronavírus 2019 (COVID‐19) atingiu mais de 31 milhões de pessoas ao redor do mundo. Em Wuhan, China, onde iniciou o surto da doença, alguns estudos reconheceram que coagulopatia e níveis elevados de dímero D como fatores prognósticos iniciais em casos mais graves de pacientes com COVID‐19.

Objetivo: Avaliar a correlação entre alteração de D‐dímero de pacientes COVID‐19 positivo à necessidade de internação destes pacientes.

Metodologia: Trata‐se de um estudo observacional descritivo. A coleta de dados foi realizada entre os meses de abril a julho de 2020 por meio dos prontuários eletrônicos e do monitoramento dos pacientes com suspeita de COVID‐19 do Centro de Tratamento da Síndrome Gripal do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe. Os critérios de inclusão foram RT‐PCR para coronavírus detectável e assinatura do Termo de Compromisso Livre e Esclarecido.

Resultados: Foram atendidos 1927 pacientes durante o período. Destes, apenas 1020 apresentaram RT‐PCR para coronavírus detectável. A média de idade dos pacientes avaliados foi de 44,3, sendo 639 (62,7%) mulheres e 381 (37,3%) homens. Em relação às comorbidades que correspondem a fatores de risco para tromboembolismo, 279 (27,3%) eram hipertensos, 263 (25,8%) obesos, 88 (8,6%) diabéticos e 18 (1,8%) tabagistas. Quanto à classificação de risco para COVID‐19, 581 (57,0%) apresentavam grau leve, 348 (34,1%) grau moderado e 91 (8,9%) grau grave. De todos os pacientes avaliados, somente 159 (15,6%) realizaram triagem com dímero D, apresentando alteração apenas em 47 (29,6%) destes. Os pacientes com alteração do biomarcador foram classificados como: 8 (17%) de grau leve, 26 (55,3%) de grau moderado e 13 (27,7%) de grau grave. Dos 8 pacientes de grau leve, apenas 1 (12,5%) necessitou de internação, sem uso de anticoagulante. Dos 26 de grau moderado, somente 2 (7,7%) necessitaram de internação, com uso de anticoagulante em ambos. Dos 13 graves, 4 (30,8%) necessitaram de internação, mas só 2 (15,4%) utilizaram anticoagulante e 1 (7,7%) admitido na UTI. Houve 2 óbitos entre os pacientes com D‐dímero alterado, sendo 1 de grau leve (não necessitou de internação, mas utilizou anticoagulante) e 1 de grau moderado (foi internado, mas não usou anticoagulante).

Discussão/Conclusão: Percebe‐se que a alteração do dímero D nesses pacientes não demonstrou um desfecho desfavorável, sendo necessária uma análise quantitativa mais abrangente.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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