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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐181
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101259
Open Access
EFICÁCIA DURADOURA DE DOLUTEGRAVIR (DTG) E LAMIVUDINA (3TC) PARA TERAPIA ANTIRETROVIRAL DE ADULTOS COM INFECÇÃO POR HIV‐1 SEM TRATAMENTO PRÉVIO ‐ RESULTADO DE 3 ANOS DOS ESTUDOS GEMINI
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Pedro Cahn, Juan Sierra Madero, José Ramón Arribas, Jörg Sievers, Choy Man, Rimgaile Urbaityte, Mark Underwood, Jean Andre Van Wyk, Kimberly Smith, Roberto Zajdenverg
GlaxoSmithKline (GSK), Brasil
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Ag. Financiadora: VIIV Healthcare

Introdução: Nos estudos GEMINI‐1/‐2, a eficácia do regime de duas drogas DTG+3TC foi não inferior ao DTG+TDF/FTC nas semanas 48 e 96 em adultos sem tratamento prévio.

Objetivo: O desfecho primário foi a proporção de participantes com HIV‐1 RNA <50 cópias/mL (c/mL) na semana 48 (algoritimo “Snapshot”). Aqui apresentamos dados de eficácia/segurança na semana 144 de análises secundárias pré‐especificadas.

Metodologia: GEMINI‐1/‐2 são estudos idênticos de fase III, multicêntricos e duplo‐cego. Participantes com HIV‐1 RNA ≤500,000 c/mL na triagem foram randomizados 1:1 (estratificados por contagem de HIV‐1 RNA/CD4+ inicial) para uso de DTG+3TC ou DTG+TDF/FTC uma vez ao dia.

Resultados: 714 e 719 adultos foram randomizados e tratados nos estudos GEMINI‐1/‐2, respectivamente. Na semana 144, DTG+3TC foi não inferior a DTG+TDF/FTC na proporção de participantes alcançando HIV‐1 RNA <50 c/mL na análise agrupada (82% vs 84%, respectivamente; diferença de tratamento ajustada [95% CI], −1.8% [−5.8, 2.1]), GEMINI‐1 (−3.6% [−9.4, 2.1]), e GEMINI‐2 (0.0% [−5.3, 5.3]). Respostas em participantes com HIV‐1 RNA >100,000 c/mL inicial foram altas e similares entre os braços. Consistente com desfechos das semanas 48 e 96, resposta se manteve mais baixa em participantes DTG+3TC com CD4+ <200 células/mm3. Nos dois estudos, 12 participantes em uso de DTG+3TC (1 desde a semana 96) e 9 em uso de DTG+TDF/FTC (2 desde a semana 96) atingiram critérios definidos por protocolo de retirada virológica confirmada (CVW) até a semana 144; nenhum teve mutação de resistência a INSTI ou NRTI emergente ao tratamento. Um participante DTG+3TC sem CVW com má aderência desenvolveu M184V (Semana 132; HIV‐1 RNA 61,927 c/mL) e R263R/K na semana 144 (135 c/mL), contribuindo para uma mudança 1.8 vezes maior em susceptibilidade ao DTG. Taxas totais de eventos adversos (AE) foram similares, com baixas taxas de saída devido aos AE em ambos os braços. DTG+3TC teve menor risco de AE relacionados ao tratamento comparado à DTG+TDF/FTC (20% vs 27%; risco relativo, 0.76; 95% CI, 0.63‐0.92), com diferença significativa. Mudanças em biomarcadores ósseos e renais favoreceram DTG+3TC até a semana 144.

Discussão/Conclusão: DTG+3TC se mantem não inferior a DTG+TDF/FTC em adultos sem tratamento prévio na semana 144. Ambos regimes foram bem tolerados. Resultados demonstram eficácia e potência duradoura de DTG+3TC, reforçando esse regime como opção de primeira linha para o tratamento de HIV.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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