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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 77 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 77 (December 2018)
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.146
Open Access
EP‐084 ANÁLISE DA CONTAMINAÇÃO DE CANETAS ODONTOLÓGICAS
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Marcelo Ivander Andrade Wanderl, Lídia Conceicao Morales Justino, Adriana Macedo Parisotto, Cláudia Yoshime Fukushigue
Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Itajaí, SC, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 7 ‐ Horário: 13:37‐13:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As canetas de alta rotação são artigos utilizados em diversos tipos de procedimentos odontológicos e fazem parte do cotidiano clínico de profissionais e acadêmicos de Odontologia. Nas clínicas escolas há um maior risco de infecções cruzadas devido ao maior número de procedimentos realizados simultaneamente em um mesmo ambiente, produção de aerossóis e contato com fluídos orais, podendo causar infecções orais e sistêmicas devido a contaminação gerada em procedimentos odontológicos.

Objetivo: Este trabalho objetivou quantificar os microrganismos presentes em canetas de alta rotação utilizadas por alunos de graduação do Curso de Odontologia de Instituição de Ensino Privado.

Metodologia: Tratou-se de estudo experimental onde foram avaliadas 30 canetas de alta rotação utilizadas por acadêmicos do último semestre do curso de Odontologia de instituição privada nos atendimentos clínicos. A coleta se deu antes e após os atendimentos; a caneta de alta rotação com a linha de água de abastecimento totalmente liberada foi acionada em potência máxima por 5 segundos em tubo de rosca estéril. A água da linha de abastecimento - veículo carreador, foi analisada separadamente. As amostras foram encaminhadas para o laboratório de microbiologia onde, alíquotas de 0,1mL da solução pura foram centtrifugadas e semeadas em duplicatas em placas com meio de cultura Agar Mueller Hinton (Oxoid) para contagem de unidades formadoras de colônias bacterianas, onde foram incubadas em estufa a 37°C por 24 a 48 horas. Decorrido o período de incubação, foi realizada leitura das placas.

Resultado: Após analise, foi observado presença de unidades formadoras de colônia em cem por cento das amostras coletadas antes e após a execução de procedimentos odontológicos. A média de contaminação das amostras antes do uso da caneta foi de 405,1 UFC/mL e após o uso de 100,1UFC/mL levando em consideração a contaminação da água da linha de abastecimento que apresentou média de 68,7UFC/mL. Deduzindo a contaminação da água presente nas linhas de abastecimento, a contaminação real das canetas de alta rotação foi de 331,9UFC/mL antes do seu uso e 26,8UFC/mL após os atendimentos.

Discussão/conclusão: Os resultados evidenciam dados importantes aos princípios de biossegurança para impedir ou diminuir a infecção cruzada entre pacientes e acadêmicos. A contaminação em todas as amostras, corrobora com a necessidade de se estabelecer protocolos que normatizem a obrigatoriedade da esterilização da caneta de alta rotação para um correto controle no uso e armazenamento.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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