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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 43 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 43 (December 2018)
EP‐019
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.081
Open Access
ESTUDO DE TENDÊNCIA DA RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA DE ESCHERICHIA COLI EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SÃO PAULO: SÉRIE TEMPORAL DE DEZ ANOS
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Marilia Pinto Federicoa,b, Daniela V. da Silva Escuderoa,b, Dayana Frama,b, Guilherme H. Campos Furtadoa,b
a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
b Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Feira de Santana, BA, Brasil
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Ag. Financiadora: Capes

N°. Processo: ‐

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução:Escherichia coli (E. coli) é um microrganismo gram‐negativo presente na microbiota do intestino humano, mas pode causar infecções em outros sítios, principalmente no trato urinário, e sua resistência aos antimicrobianos tem aumentado significativamente.

Objetivo: Avaliar a tendência da resistência antimicrobiana de E. coli, em dez anos.

Metodologia: Estudo ecológico foi feito em um hospital universitário de São Paulo com cerca de 760 leitos. A partir dos relatórios emitidos pelo laboratório central da instituição, foram analisados dados de culturas positivas de E. coli, isolados em amostras clínicas de sangue, urina e secreções respiratórias de pacientes adultos internados de 2007 a 2016. A evolução da resistência foi analisada pelo teste de tendência de Mann‐Kendall, adotou‐se nível de significância de 5% (p<0,050).

Resultado: Foram detectados 22.041 isolados no período total do estudo, 2.203 (10,0%) representados por E. coli, que predominou nas amostras clínicas de urina (80,1%; 1.764/2.203) coletadas nas enfermarias (73,3%; 1.614/2.203), em especial nas unidades cirúrgicas (62,4%; 1.007/1.614). Na comparação dos anos de 2007 e 2016, a proporção de isolados aumentou de 1,4% (16/1.166) para 13,2% (328/2.495), p=0,002. Entre os isolados testados, houve incremento de 1200,0% da resistência aos carbapenens [de 0,0% (0/16) para 1,3% (3/225); p=0,023] e de 409,0% às fluoroquinolonas [de 7,7% (1/13) para 39,2% (118/301); p=0,012]. Por outro lado, para a resistência às cefalosporinas de terceira geração (17,5%; 385/2200), cefalosporinas de quarta geração (16,3%; 356/2187), sulfonamidas (39,4%; 373/947) e β‐lactâmicos combinados com inibidores de β‐lactamases (5,6%; 80/1434) não foram observadas oscilações significativas ao longo do tempo.

Discussão/conclusão: Apesar de o microrganismo E. coli ter apresentado baixa resistência aos carbapenens, o estudo revelou tendência crescente, assim como para fluoroquinolonas. Considerando que a resistência das enterobactérias às cefalosporinas de terceira geração sugere a produção de β‐lactamases de espectro estendido ou hiperprodução de AmpC, os resultados apontaram que a maioria dos isolados de E. coli parece não ter usado tais mecanismos de resistência, visto que apresentaram elevada sensibilidade a essa classe antimicrobiana. O aumento da resistência antimicrobiana de E. coli é uma situação preocupante, portanto é fundamental a adoção de medidas de controle de infecções para coibir sua disseminação.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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