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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 118 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 118 (December 2018)
EP‐163
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.225
Open Access
HEPATITE AGUDA FULMINANTE PELO VÍRUS DA HEPATITE DELTA: ENTECAVIR PODE SER UMA OPÇÃO TERAPÊUTICA?
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Mariana Alves Vasconcelos, Francielle Alba Moraes, Mariana Ayres Bragança, Iris Land Leonel Lima, Deusilene Vieira Dallácqua, Juan Miguel Villalobos Salcedo, Stella Ângelo Zimmerli
Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Porto Velho, RO, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 2 ‐ Horário: 14:05‐14:10 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O vírus da hepatite D é uma causa rara de insuficiência hepática aguda. No entanto, a infecção pelo HDV, seja na forma de uma coinfecção ou de uma superinfecção, é uma causa significativa de hepatite viral fulminante. Alguns estudos mostram que essa é a principal causa de hepatite aguda grave na região amazônica.

Objetivo: Descrever caso de hepatite Delta aguda grave em paciente internado em UTI do Centro de Medicina Tropical de Rondônia de novembro a dezembro de 2018.

Metodologia: Relato de caso: Homem de 36 anos, natural de Rondônia, previamente hígido, negava consumo de álcool ou drogas endovenosas. Com história de três semanas de astenia, dor abdominal, náuseas e vômitos que evoluíram com febre, colúria e acolia fecal. Progrediu nos últimos três dias com icterícia. Na admissão, HBsAg positivo, anti‐HCV negativo, anti‐HIV negativo, bilirrubina total 11,6mg/dL, plaquetas 98.000, ALT 1.163 U/L, AST 1.121 U/L. Ultrassonografia abdominal mostrou espessamento da parede da vesícula biliar e parênquima hepático normal. Após sete dias de internação, evoluiu com pioria clínica, sonolência, encefalopatia hepática grau III associada a ascite grave (drenagem de ∼ 8 litros 3x/semana), bradicardia, grau C de Child‐Pugh (13 pontos), escore MELD 31 e refere‐se à unidade de terapia intensiva para suporte da insuficiência hepática. Resultados liberados na ocasião: HBsAg positivo, anti‐HBc IgM positivo e anti‐HDV IgG negativo (DiaSorin), RNA HDV positivo (ensaio qualitativo in‐house RT‐PCR, CEPEM). Paciente seria avaliado pela equipe de transplante hepático de São Paulo, entretanto, por ser uma região distante e devido às condições hemodinâmicas do paciente, a remoção não foi possível. Optou‐se por iniciar entecavir para hepatite aguda grave por coinfecção HBV/HDV. O paciente evoluiu com melhoria clínica e laboratorial, recebeu alta da UTI após 18 dias. Em seguimento ambulatorial, em uso de entecavir, após três meses manteve função hepática normal, sem ascite e assintomático, sorologias com RNA HDV negativo, soroconversão HBsAg negativo com anti‐HBs indeterminado. Parentes de primeiro grau investigados, todos HBsAg e antiHBc negativos.

Resultado: Não se aplica.

Discussão/conclusão: Até o momento, não há terapêutica descrita para hepatite Delta aguda. Nosso caso mostrou melhoria clínica e laboratorial progressiva após introdução do entecavir. Mais estudos devem ser feitos para melhor caracterizar o papel do entecavir na hepatite aguda grave pelo HDV.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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