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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐225
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HISTOPLASMOSE DISSEMINADA: MANIFESTAÇÃO CLÍNICA INICIAL DE PACIENTE AIDS COM COINFECÇÃO PELO SARS‐COV2
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Harianne Gedeon B. Barroso, Maiara Cristina F. Soares, Mariana Pinheiro A. Vasconcelos, Cristiane Menezes Silva
Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON), Porto Velho, RO, Brasil
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Introdução: A Histoplasmose é uma micose causada pelo Histoplasma Capsulatum, o qual se comporta como patógeno oportunista em pacientes com a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) que apresentam contagem de linfócitos CD4 abaixo 150 células. Dentre as manifestações clínicas, costumam‐se apresentar, febre, perda de peso, dispneia, hepatoesplenomegalia e lesões cutâneas.

Objetivo: Relato de caso de Histoplasmose cutânea e pulmonar como manifestação clínica inicial de AIDS em paciente com a COVID 19.

Metodologia: Feminina, 45 anos, enfermeira, procedente do interior de Rondônia, atendida no Centro de Medicina Tropical de Rondônia–CEMETRON, em estado grave, com taquidispneia, taquicardia, linfopenia, anemia, lesão renal aguda com necessidade de terapia de substituição renal e acidose metabólica. Realizado RT‐PCR SARS‐CoV2 reagente. Relata lesões de pele ulceradas em face e membros, algumas recobertas de crostas, outras friáveis, há 5 meses, acompanhada de perda de peso, sudorese e astenia. Há 1 mês teve diagnóstico de infecção pelo vírus HIV e iniciou terapia antirretroviral.

Resultados: Contagem de CD4: 19. Tomografia de tórax: Múltiplos nódulos difusos nos pulmões de até 15mm, derrame pleural bilateral, ausência de adenomegalias no mediastino. Líquor cefalorraquidiano: VDRL, bacterioscopia e pesquisa de Cryptococcus negativos. Aspirado de Medula: negativo para Leishmania e Histoplasma. Anatomopatológico da lesão de pele: processo inflamatório granulomatoso com histiócitos multivacuolados repletos de estruturas esféricas positivas à coloração pela prata‐metenamina, morfologicamente compatíveis com Histoplasma sp. Não necessitou de aporte de oxigênio nem suporte ventilatório. Após melhora da função renal, iniciou tratamento com Anfotericina Lipossomal, após 6 dias, apresentou novo aumento nas escórias nitrogenadas, substituindo medicação para Itraconazol. Evolui com remissão das lesões e ausência de sintomas respiratórios.

Discussão/Conclusão: Embora se possa especular sobre o comprometimento da COVID19 nesse caso, a Histoplasmose disseminada pode cursar com quadro clínico grave, cujos sinais, sintomas e exames laboratoriais são inespecíficos, necessitando de exclusão de diagnósticos diferenciais tais quais, linfoma, tuberculose e sarcoidose, para o tratamento imediato. Mesmo em vigência da pandemia pelo novo Coronavírus, é importante manter a suspeita clínica de infecção oportunista em pessoas que vivem com HIV/Aids que procuram atendimento médico.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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