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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 52-53 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 52-53 (December 2018)
EP‐037
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.099
Open Access
HISTOPLASMOSE DISSEMINADA PÓS‐TRANSPLANTE HEPÁTICO: UM RELATO DE CASO
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Tyane de Almeida Pinto, Bruno Araujo Jardim, Renata Rolim Sakiyama da Silva, Tatiane Emi Hirose, Tony Tannous Tahan, Andrea Maciel de O. Rossoni, Giovanni Luis Breda, Flavio de Queiroz Telles Filho
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Histoplasmose é uma infecção causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum, geralmente adquirida pelo homem após inalação de conídeos provenientes da natureza. As manifestações clínicas variam de acordo com o status imunológico do indivíduo, idade e grau de exposição ao patógeno. O diagnóstico pode ser feito através do exame microscópico de amostras sanguíneas, lesões de pele ou mucosa, medula óssea, escarro ou líquor. O anatomopatológico demonstra granulomas epitelioides, de aspecto sarcoide, nos quais os fungos são visualizados no interior das células fagocíticas. A cultura, em pacientes com doença disseminada, é extremamente útil, pode ser positiva em 50‐85% dos casos. O tratamento recomendado para a forma disseminada é a anfotericina B.

Objetivo: Apresentar um caso de histoplasmose disseminada em criança imunossuprimida pós‐transplante hepático.

Metodologia: Paciente do sexo masculino, 13 anos, apresentou queixa de perda ponderal, associada a dor abdominal e anemia. Foi submetido a endoscopia digestiva alta e o anatomopatológico de biópsia de duodeno evidenciou lesões sugestivas de histoplasmose. Teve diagnóstico prévio de deficiência de alfa‐1‐antitripsina, submetido a transplante hepático aos dois anos, atualmente em uso regular de imunossupressores. O tratamento foi iniciado com anfotericina B desoxicolato. Devido a pioria de função renal, a terapia foi trocada para itraconazol. Com a finalidade de melhor estadiamento de doença hepática, foi feita biópsia hepática guiada por ultrassonografia e a cultura do material evidenciou crescimento de H. capsulatum em duas amostras. O paciente evoluiu com persistência de disfunção renal, optou‐se então pelo tratamento com anfotericina B complexo lipídico por sete dias e posteriormente foi reintroduzido o itraconazol. Houve evolução satisfatória e o paciente recebeu alta hospitalar. Quarenta dias após, foi reinternado por hemorragia digestiva alta. Evoluiu com pioria clínica importante, insuficiência hepática, má função do enxerto e óbito, após seis meses do diagnóstico.

Discussão/conclusão: Em pacientes com história de transplante de órgãos sólidos, a histoplasmose não é uma doença frequente, apresenta incidência cumulativa de 0,1% em 12 meses, em estudo feito no EUA. Nesses pacientes, a manifestação mais comum é a forma disseminada, como no caso relatado. Tendo em vista a imunossupressão e a gravidade da doença disseminada, o paciente teve desfecho desfavorável, apesar do tratamento prolongado.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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