Journal Information
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 53-54 (December 2018)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 53-54 (December 2018)
EP‐039
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.101
Open Access
HISTOPLASMOSE PULMONAR AGUDA EM PACIENTE PREVIAMENTE HÍGIDO – RELATO DE CASO
Visits
...
Cynthya Massae Asahide, Mariana Costa Marques, Amanda Almirao Alves
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil
Article information
Full Text

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 10 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Histoplasmose ou “doença das cavernas” é considerada uma micose sistêmica endêmica e de incidência mundial causada pelo Histoplasma capsulatum, tem um comportamento oportunista na maioria dos casos. A infecção é adquirida através da inalação de conídeos presentes na natureza (cavernas, construções abandonadas etc). Pode ter acometimento localizado (pulmonar, cutâneo etc) ou multivisceral. O quadro clínico pode variar, desde infecções assintomáticas, principalmente em imunocompetentes (95% dos casos), até quadros graves, a depender da quantidade de esporos inalados e ou da imunidade prévia do indivíduo.

Objetivo: Relatar um caso raro de histoplasmose pulmonar aguda em paciente sem comorbidades ou doenças previas.

Metodologia: Relato de caso: masculino, 42 anos, branco e previamente hígido. Sorologia para HIV negativa. Pesquisa de H1N1 negativa. Negou etilismo e tabagismo. Com queixa de febre (39°C), calafrios, mialgia, dor torácica e dispneia de início agudo. Cerca de 15 dias antes da sintomatologia foi exposto a fezes de aves e morcegos em laje de pesqueiro abandonado (fez a limpeza da laje por seis horas seguidas). Procurou atendimento médico e fez uso de medicações sintomáticas, porem evoluiu para insuficiência respiratória com necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica. A radiografia de tórax apresentava infiltrado reticulonodular difuso bilateral. Houve identificação do Histoplasma no material de cultura de aspirado traqueal e anatomopatológico de biópsia pulmonar. Paciente foi tratado com anfotericina B lipossomal (5mg/kg/dia) por 21 dias e evoluiu com melhoria clinica.

Discussão/conclusão: A porta de entrada dos esporos é o sistema respiratório, acredita‐se que a inalação maciça de esporos por um período prolongado (aproximadamente seis horas) contribuiu para o desenvolvimento da doença aguda em um paciente imunocompetente. O diagnóstico é difícil, neste caso foi baseado em avaliação epidemiológica, sinais e sintomas clínicos, radiografia e tomografia de tórax e identificação do Histoplasma na cultura de secreção traqueal e anatomopatológico de biopsia pulmonar. O retardo no diagnóstico pode levar a um desfecho desfavorável, pois retarda‐se a terapia antifúngica. Enfatizamos a importância de se eleger a histoplasmose pulmonar aguda como diagnóstico diferencial, em pacientes com história clínica compatível, visto que casos não tratados adequadamente evoluem para óbito em até 80% dos doentes.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools