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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 72 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 72 (December 2018)
EP‐074
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.136
Open Access
IMPACTO DA INTRODUÇÃO DE REGRAS DE INTERRUPÇÃO AUTOMÁTICA DE ANTIMICROBIANOS EM UM HOSPITAL GERAL NO CONTEXTO DE UM PROGRAMA DE ANTIMICROBIAL STEWARDSHIP
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Karolina Nascimento Silva, Junia Martins Costa, Ana P.B.D. Alves, Mariana V.C. Araujo, Marconi Franco Silveira, Mauro O.S.S. Lima, Evaldo S.A. Araujo
Fundação São Francisco Xavier, Santos, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 14:05‐14:10 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Um dos fatores de uso inadequado de antimicrobianos que mais contribuem para a pressão seletiva à resistência e superinfecções é o tempo de uso de antibióticos. Contribui para tanto o conceito arraigado nos médicos em geral do “curso” do antibiótico, com tempos fixos, em que pese hoje completamente arbitrários. A adoção de Programas de Prontuários Eletrônicos e a inércia na simples repetição acrítica da prescrição também contribuem decisivamente para o uso indiscriminado de antibióticos.

Objetivo: Descrever os resultados iniciais da implantação de Regras de Interrupção Automática de Antimicrobianos no contexto de um Programa de Stewardship de Antibióticos.

Metodologia: Monitoramento diário a partir da Farmácia Central da primeira dose de antibiótico fornecido com interrupção automática pelo farmacêutico clínico do fornecimento em 24 horas nas profilaxias e no sétimo dia das demais terapias, faculta‐se ao time médico do Stewardship (CCIH e hospitalistas) a extensão por períodos mais longos e ao médico assistente a imediata extensão, se justificada, quando no prazo da suspensão automática.

Resultado: Em pouco mais de 15 dias o farmacêutico clínico monitorou as condições evolutivas favoráveis em 130 prescrições de antibióticos. Desses, 69 levaram à suspensão, 78,26% (n=54) pela farmácia. As classes de antimicrobianos mais interrompidas foram cefalosporinas de 3ª geração (24,07%) e inibidores de betalactamases (22,22%).O setor que mais apresentou interrupções foi enfermaria adulto (40,75%). A média diária de antibióticos que chegaram ao 8° dia foi de 7,64 e a média de interrupção por dia foi de 3,17. Nas áreas críticas não ocorreu interrupção, pois o farmacêutico clínico discute com o diarista a continuidade ou não do tratamento.

Discussão/conclusão: Observou‐se que a intervenção foi relevante na interrupção do uso desnecessário de antibióticos sem que seja reportado prejuízo clínico aos pacientes ou qualquer problema junto aos prescritores. Sobretudo para as enfermarias e classes de antimicrobianos que podem induzir resistência essa ação é estratégica e deve ser fortalecida. A visita diária do time de Stewardship e a interação com a Farmácia Clínica mostram‐se essenciais nas unidades críticas e contribuíram para o uso racional. O diálogo e ferramentas para extensão da terapia devem estar presentes para preservar a autonomia e segurança dos profissionais e pacientes.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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