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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: COVID‐19OR‐17
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101062
Open Access
INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES RELACIONADAS À SAÚDE E PERFIL DE SENSIBILIDADE DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS, KLEBSIELLA PNEUMONIAE E ACINETOBACTER BAUMANNII NO PERÍODO PRÉ E DURANTE A PANDEMIA DE COVID‐19 EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO
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Gilberto Gambero Gaspar, Valdes Roberto Bollela, Roberto Martinez
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Sessão: TEMAS LIVRES | Data: 02/12/2020 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 18:15‐18:25

Introdução: A resistência antimicrobiana e seus desdobramentos tem ganhado força e importância em todo o Mundo. Mesmo antes da pandemia, microrganismos como o Staphylococcus aureus resistente a oxacilina, Acinetobacter baumannii e Klebsiella pneumoniae resistente à carbapenêmico e Klebsiella pneumoniae resistente a Polimixina B já mobilizavam a atenção e preocupação em serviços hospitalares. Desde 2016, o hospital universitário de Terni (Itália), devido a incidência de Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos (ERC), observou aumento dos pacientes colonizados por ERC de 6,7% em 2019 para 50% em Março/Abril de 2020.

Objetivo: Avaliar o impacto da pandemia de COVID‐19 nas taxas das Infecções Relacionadas à Assistência à saúde (IRAS) e também na incidência de microrganismos multirresistentes.

Metodologia: Este é um estudo observacional, retrospectivo que foi desenvolvido na Unidade de Terapia Intensiva Adulto do HCFMRP‐USP, Unidade Campus. O estudo foi dividivo em período pré‐pandemia (1 de janeiro de 2018 à 31 de janeiro de 2020) e período pandêmico (1 de fevereiro de 2020 à 31 de julho de 2020).

Resultados: Observamos altas taxas de resistência para os microrganismos estudados, destacando o Acinetobacter baumannii que apresentou resistência aos carbapenêmicos de 78,6%. Já a Klebsiella pneumoniae apresentou resistência à Polimixina B (15%), quando comparado a todas as amostras positivas para Klebsiella pneumoniae, já quando comparamos entre as cepas de Klebsiella pneumoniae resistentes à carbapenêmico a taxa de resistência à Polimixina B foi de 24,1%. Comparando o período pré‐pandemia com o período pandêmico, observou‐se aumento expressivo de todos os microrganismos estudados, destacando‐se a Klebsiella pneumoniae resistente à Polimixina B que apresentou aumento expressivo no período pandêmico.

A densidade de incidência para Klebsiella pneumoniae resistente à polimixina também demonstra um aumento no período pandêmico em relação ao período pré‐pandemia (18,5 amostras positivas para Klebsiella pneumoniae resistente à polimixina/1000 pacientes/dia x 1,5 amostras positivas para Klebsiella pneumoniae resistente à polimixina/1000 pacientes/dia).

Discussão/Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que a pandemia de COVID‐19 impulsionou o aumento expressivo das taxas de IRAS, principalmente a pneumonia associada à ventilação mecânica e aumento da incidência de microrganismos multirresistente e até, mesmo, aqueles totalmente resistentes, destacando‐se a Klebsiella pneumoniae resistente à Polimixina B.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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