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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐237
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101315
Open Access
PERFIL CLÍNICO‐EPIDEMILÓGICO DAS GESTANTES COM SÍFILIS NO ESTADO E MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Cristiano Leonardo de Oliveria Dia, Dulce Aparecida Barbosa, Paula Hino, Hugo Fernandes, Mônica Taminato
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Sífilis infecção sexualmente transmissível de distribuição global. Gestante infectada não tratada ou inadequadamente tratada pode apresentar complicações durante a gestação e comprometer a saúde fetal.

Objetivo: Traçar o perfil clínico‐epidemiológico das gestantes com sífilis no Estado de São Paulo e no Município de São Paulo.

Metodologia: Estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada em banco de dados secundário dos Indicadores e Dados Básicos de Sífilis nos Municípios Brasileiros no período de 2010 a 2019. Parecer 2.645.902. Variáveis: idade gestacional, idade, raça/cor, escolaridade, classificação clínica, tratamento instituído. Os dados são apresentados em frequência absoluta e relativa.

Resultados: Na série histórica, o estado de São Paulo notificou 63.995 casos e taxa de detecção de 20,0 (por 1000 nascidos vivos) em 2018 e no mesmo período o município de São Paulo foram 26.200 casos notificados com taxa detecção de 28,4 (por mil nascido vivos) em 2018. Em relação à idade gestacional, 47,0% das gestantes na unidade federativa e 46,0% no município encontravam‐se no primeiro trimestre de gestação quando diagnosticadas; a faixa etária de 20 a 29 anos foi a mesma para o estado (52,68%) e município (52,27%); a mesma escolaridade foi o ensino médio completo, 23,49% das gestantes do estado e 24,87% no município; a cor/raça preponderante para o estado foi a branca com 43,55% e a parda com 44,66%; houve concordância em relação à classificação clínica, no estado 31.054 (48,51%) gestantes e 17.964 (68,56%) gestantes no município foram classificadas com sífilis latente e no somatório estado/município 18.493 gestantes foram classificadas com sífilis primária, dado que se destaca, pois a classificação clínica é fundamental para condução do tratamento de acordo como protocolos assistenciais e determina que mediante cronologia indeterminada a gestante seja classificada e tratada como sífilis latente tardia. O tratamento instituído foi a penicilina no estado e no município de São Paulo, constatou‐se que 1.447 (2,36%) gestantes no estado e 670 (2,55%) no município não receberam tratamento.

Discussão/Conclusão: Estabelecer o perfil clínico‐epidemiológico das gestantes com sífilis é fundamental para subsidiar as linhas de atuação dos profissionais que prestam assistência durante o pré‐natal, o que possibilita diagnóstico correto, tratamento e seguimento adequados para gestante e recém‐nascido.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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