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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
EP 025
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PERFIL DE RESISTÊNCIA DE PSEUDOMONAS AERUGINOSA EM UMA UNIDADE PÚBLICA MATERNO-INFANTIL NA PANDEMIA DA COVID-19
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Claudia Cristina Augusto Rodrigues Vieira, Hugo Santos Lemos de Mendonça, Adriana Teixeira Reis, Larissa Paiva Alves de Oliveira, Priscila Barboza Paiva, Natalie Del Vecchio Lages Costa, Fabiola Cristina de Oliveira Kegele
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução

Os microrganismos vêm desenvolvendo mecanismos de resistência aos antimicrobianos interferindo no tratamento de infecções. O uso indiscriminado de antibióticos é o principal fator para adquirir resistência. Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria Gram-negativa considerada prioridade crítica na escala de importância epidemiológica pela Organização Mundial da Saúde bem como seu perfil de resistência aos carbapenêmicos. O objetivo deste estudo foi avaliar alterações no perfil de resistência nos isolados bacterianos e compreender a epidemiologia local da presença desse microrganismo em espécimes clínicos.

Métodos

Estudo transversal retrospectivo e documental. Foram compilados os dados disponíveis pela plataforma Epimed Solutions da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar de um hospital localizado na cidade do Rio de Janeiro mediante alerta da ANVISA (nota de 01/2021) sobre a emergência epidemiológica durante a pandemia da Covid-19 frente à presença Pseudomonas aeruginosa produtora de carbapenemases, Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e New Delhi Metallo-B-Lactamase (NDM). A coleta de dados foi realizada em julho a agosto de 2021. Os critérios de inclusão foram amostras com Pseudomonas aeruginosas em urina, sangue e aspirado traqueal, mediante teste de sensibilidade a antimicrobianos seguindo o Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Os critérios de exclusão foram amostras negativas e swab retal.

Resultados

Em 2020, foram isolados um total de 42 amostras, sendo 2 (4,76%) em hemoculturas, 7 (16,6%) em urinocultura e 33 (78,5%) em aspirado traqueal. No ano de 2021, houve isolamento de 40 amostras até agosto, sendo 4 (10%) hemoculturas, 14 (35%) urinocultura e 22 (55%) aspirado traqueal. Em 2020, a resistência era mais expressiva para cefalosporinas, enquanto em 2021, além de cefalosporinas, as amostras apresentaram perfil de resistência a cefalosporinas, Piperaciclina/Tazobactam e carbapemênicos.

Conclusão

Os dados corroboram com o alerta da ANVISA, sobre a mudança no perfil de resistência dos germes isolados, inclusive no que se refere à resistência a carbapemênicos. A vigilância das amostras e medidas de prevenção da circulação do patógeno são fundamentais para a prevenção da multirresistência e tratamento assertivo que envolvam infecções causadas por Pseudomonas Aeruginosa em contextos da pandemia da Covid-19.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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