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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐028
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101106
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SÍNDROME DE GUILLAIN‐BARRÉ ASSOCIADA AO SARS‐COV2: RELATO DE CASO
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Jaime Emanuel Brito Araujo, João Paulo Ribeiro Machado, Jack Charley da Silva Acioly, Maria Aparecida de Souza Guedes, Júlia Regina C. Pires Leite, Renata Salvador G. de Brito
Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campina Grande, PB, Brasil
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Introdução: A síndrome de Guillain‐Barré (SGB) é uma doença autoimune, caracterizada por comprometimento inflamatório agudo dos nervos periféricos e craniais, leva à debilidade simétrica progressiva e ascendente dos membros e tem variadas formas de evolução e complicações.

Objetivo: Relatar um caso de SGB atribuído ao SARS‐COV2, com evolução arrastada.

Metodologia: Análise de prontuário, descrevendo evolução, métodos diagnósticos, tratamento e intervenção terapêutica.

Resultados: Paciente de 71 anos, sexo masculino, diabético, hipertenso, admitido com histórico de ter apresentado, havia 40 dias, quadro de sintomas gripais, febre, anosmia, ageusia, mialgia e astenia, com resolução em 10 dias, quando iniciou déficit motor com paresia em membros inferiores, ascendente até membros superiores, de natureza progressiva, associado a retenção urinária e fecal, sem delimitação de nível sensitivo. Sem outras alterações neurológicas. Tomografia de crânio normal. Ressonância magnética de coluna cervical normal e coluna torácica com reforço pós‐contraste nas raízes da cauda equina, compatíveis com polirradiculopatia inflamatória. Tomografia de tórax com áreas de vidro fosco bilateral periféricas esparsas compatíveis com acometimento viral. Ultrassonografia de abdome com hepatomegalia. RT‐PCR em swab nasofaríngeo detectável para o SARS‐COV2; Imunocromatografia para o SARS‐COV2 IGG reagente; Quimioluminescência para Herpes simples I e II IGM reagente; Imunoensaio para Chikungunya IGM reagente. Endoscopia digestiva alta com úlceras gástrica e bulbar ativas, com sinais de sangramento recente. Infecções por Zika, Dengue, Citomegalovírus, Epstein‐Barr, Hepatites, Sífilis e HIV descartadas. Recebeu tratamento com Imunoglobulina endovenosa por 5 dias, tendo evoluído com recuperação total da força em membros superiores e progressiva em membros inferiores, persistindo com episódios de retenção urinária, permanecendo com sonda vesical de demora, com bom seguimento clínico, em tratamento fisioterápico atual.

Discussão/Conclusão: A SGB pode ter múltiplas etiologias, que são questionadas no caso citado devido às sorologias para Herpes e Chikungunya reagentes. Como os resultados sorológicos podem não refletir a etiologia e sim falso‐positivos por reação cruzada, atribuímos a causa da SGB ao SARS‐COV2, tanto pelos sintomas clássicos como pelas características do acometimento. O uso da imunoglobulina endovenosa de forma precoce é fundamental para o melhor prognóstico e recuperação completa, o que não ocorreu no caso relatado devido ao diagnóstico tardio.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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