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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐128
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TRATAMENTO DE RECIDIVA DE LEISHMANIOSE VISCERAL EM CRIANÇA COM TERAPIA TRIPLA: RELATO DE CASO
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Jorge Júnior Amorim Freitas, Mirella Alves Cunha, Silvana Rocha Diniz, Maria Goretti Lins Monteiro, Sabrina Pereira Araújo, Kleber Giovanni Luz
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, RN, Brasil
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Introdução: A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença sistêmica causada pelo protozoário do gênero Leishmania. Os antimoniais pentavalentes têm sido usados por décadas para o tratamento da LV, sem documentação de cepas de L. infantum resistentes a essas drogas. No entanto, em caso de recidiva ao tratamento, mesmo com a Anfotericina B Lipossomal, não se tem um esquema de tratamento universalmente aceito.

Objetivo: Relatar o caso de um paciente infantil com recidivas da doença, que foi tratado com sucesso usando Anfotericina B Lipossomal, N‐metil‐glucamina e Pentamidina.

Metodologia: Paciente de 3 anos, sexo masculino, que se apresentou com um quadro de Leishmaniose Visceral recidivante após tratamento com Anfotericina B Lipossomal. Após duas recidivas, o paciente foi tratado com uma combinação de Anfotericina B Lipossomal (10 dias), Pentamidina (10 dias) e N‐metil‐glucamina (30 dias), não tendo mais recidivas após essa terapia.

Discussão/Conclusão: O tratamento de primeira escolha indicado pelo ministério da saúde para LV é a N‐metil‐glucamina, e em casos selecionados indica‐se a Anfotericina B Lipossomal–por exemplo, pessoas com comorbidades (cardiomiopatia, doença renal e falência hepática), hipersensibilidade aos antimoniais pentavalentes, infecção por HIV, falha no tratamento com antimoniais ou outras drogas usadas para tratar LV e gestação. Não há descrição de Leishmania infantum resistente à Anfotericina B Lipossomal. Por se tratar de um caso refratário ao tratamento, optou‐se por utilizar a combinação da Anfotericina B Lipossomal, Pentamidina e N‐metil‐glucamina, baseado em relatos de outros autores que descreveram terapias combinadas para quadros de LV recidivante. O uso de múltiplas drogas pode ser benéfico, já que vários mecanismos de ação estão envolvidos e isso pode contribuir para o sucesso terapêutico. Sugerimos que a terapia combinada possa ser considerada em casos selecionados de leishmaniose visceral, incluindo pobre resposta a tratamentos anteriores ou pessoas com fatores de risco para falha terapêutica, como condições imunossupressoras.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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