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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 11-12 (December 2018)
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TUBERCULOSE LATENTE EM TRANSPLANTADOS HEPÁTICOS: SEGURANÇA DO TRATAMENTO EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA
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Naima Mortari, Alice Tw Song, Luiz Augusto C.D. Albuquerque, Edson Abdala
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 4 ‐ Horário: 16:20‐16:30 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: O controle de tuberculose (TB) entre pacientes imunossuprimidos é um desafio crescente. O transplante hepático (TH) aumenta o risco de adoecimento e de óbito. Tratamento de tuberculose latente (TBL) pós‐TH se configura entre as estratégias de prevenção. No entanto, toxicidade hepática e extra‐hepática, bem como interações medicamentosas, são preocupantes.

Objetivo: Avaliar a segurança do tratamento de TBL com isoniazida (INH) em pacientes submetidos a TH.

Metodologia: Estudo observacional descritivo, coorte retrospectiva, feito na Divisão de Transplante de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do HCFMUSP, 2006 a 2017. Incluídos pacientes que fizeram PPD, avaliada antes do TH, com resultado maior de 5mm, e submetidos a tratamento com INH 300mg/dia após o TH. Excluídos os óbitos em 30 dias pós‐TH.

Resultado: Entre 2006 e 2017, foram transplantados 936 pacientes; 364 com PPD pré‐TH ‐ 98 reatores. Excluídos 14 óbitos, 33 sem acesso ao prontuário, 14 sem dados pós‐TH imediato. Triados 17 pacientes, quatro sem acesso à informação. Dos 13 pacientes incluídos: 10H:3M; idade mediana 59a(42‐66); comorbidades: 6 DM, 8 HAS, 1 TB pré‐TH; doença hepática de base: 11 HCC, 12 VHC, 2 VHB, 5 OH; 1 re‐TH por disfunção primária do enxerto; 11 em uso de tacrolimus, 10 prednisona, 2MMF. Complicações pós‐TH: estenose de colédoco (1), trombose venosa (1), rejeição (1), recidiva da doença de base (VHC, 5), neoplasia (1). Tempo médio de seguimento 1.555 dias (49‐3417); 11/13 pacientes iniciaram o tratamento com EH>Limite Superior de Normalidade (LSN), três com AST>LSN; cinco tiveram elevação transitória, sem superar o LSN em três vezes. Oito pacientes completaram tratamento e cinco interromperam. Das interrupções: umo D9, crise convulsiva; doiso D20, rash não relacionado, diagnóstico de micose fungoide, com óbito no 74o dia; trêso D49, elevação de EH, biópsia com evidência de recidiva de VHC; quatroo D85, elevação EH, retorno à normalidade; cincoo D140, suspensão inadvertida. Houve um caso de TB após três anos de TH que recebeu INH no 1o ano, observa‐se que fora tratado previamente, com abandono e uso de esquema alternativo Strepto/EMB/OFL.

Discussão/conclusão: O tratamento de TBL com INH é aparentemente seguro no TH. Entre os pacientes tratados, a maioria teve início com EH elevadas, ocorreu elevação transitória, em sua maioria assintomática, e retorno aos níveis basais após a suspensão. A interrupção do tratamento foi semelhante à descrita na literatura, cerca de 33%. Não houve óbitos relacionados ao uso de INH.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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