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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐021
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101099
Open Access
VIGILÂNCIA LABORATORIAL DE SARS‐COV‐2 EM PACIENTES HOSPITALIZADOS E PROFISSIONAIS DE SAÚDE DURANTE A PRIMEIRA ONDA PANDÊMICA DE COVID‐19 EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
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Luiz Vinicius Leão Moreira, Ana Helena Sitta Perosa, Gabriela Rodrigues Barbosa, Ana Paula Cunha Chaves, Danielle Dias Conte, Joseane Mayara Almeida Carvalho, Luciano Kleber de Souza Luna, Clarice Neves Camargo, Nancy Cristina Junqueira Bellei
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: CAPES

Nr. Processo: 88887.506386/2020‐00

Introdução: A pandemia de SARS‐CoV‐2 que iniciou em Wuhan, China, atualmente atinge vários países. No Brasil o primeiro caso da doença foi notificado no dia 26 de fevereiro na cidade de São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, 4.906.833 casos de COVID‐19 foram notificados no Brasil e 332.950 casos na cidade de São Paulo até a 40ª semana epidemiológica.

Objetivo: Nesse sentido, buscamos avaliar a detecção molecular de infecção por SARS‐CoV‐2 em pacientes hospitalizados e profissionais de saúde, atendidos de 01 março a 03 outubro de 2020, em um Hospital universitário na cidade de São Paulo.

Metodologia: O estudo avaliou amostras de 2.615 pacientes hospitalizados e 2118 profissionais de saúde com suspeita clínica de COVID 19, atendidos no Hospital São Paulo. As amostras foram submetidas ao ensaio de RT qPCR para amplificação dos genes N, E e RdRp. As demais variáveis analisadas foram investigadas no banco de dados do laboratório de virologia clínica. Dados do boletim epidemiológico da cidade de São Paulo foram utilizados nesse estudo.

Resultados: O RNA viral foi detectado em 37,5% dos pacientes e 35,8% dos profissionais de saúde. As idades dos pacientes hospitalizados (n=2615) variaram de 0 a 101 anos, com média de 48,5±23,4 anos e mediana de 52 anos. Frequências mais elevadas de amostras positivas foram detectadas em adultos de 50 a 59 anos (49,2%) e em idosos com mais de 60 anos (47,4%). Nos profissionais de Saúde (n=2118), as idades variaram de 16 a 76 anos, com média de 37,8±11,3 anos e mediana de 37 anos. A taxa de positividade por faixa etária não teve variação. A frequência de amostras positivas nos pacientes, atingiu o pico nos meses de abril, maio e junho (51,6%, 48,7% e 43,7%), diminuindo a partir do mês de agosto. Nos profissionais de saúde a frequência mensal não variou nos três primeiros meses (32,8%, 37,0% e 32,5%), atingindo o pico em junho (51,2%) e diminuindo a partir de julho. Na cidade de São Paulo, a pandemia atingiu seu pico no mês de junho reduzindo a menos da metade no mês de setembro.

Discussão/Conclusão: Considerando os pacientes hospitalizados, a frequência de casos suspeitos e confirmados de COVID‐19 foi maior em adultos acima de 50 anos, confirmando que essa faixa etária apresenta complicações mais graves, necessitando de internação hospitalar. A taxa de positividade dos profissionais de saúde foi mais alta que a dos pacientes no mês de março, sugerindo alta exposição desse grupo ao vírus no começo da pandemia.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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