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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 134-135 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 134-135 (December 2018)
EP‐194
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.256
Open Access
ZERO INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO RELACIONADAS A CATETER VESICAL DE DEMORA EM DOIS ANOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
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Carolina Toniolo Zenatti, Danila Cassia Reis Santana, Fernanda Neves de Carvalho, Katia Kisielow dos Anjos, Rita Jaqueline Silva, Juliana Maria da Silva, Juliane Cristina Oliveira dos Santos, Mitchele Kumpel, Olivia Pereira Barros, Priscila Higuti, Roberto Camargo Narciso, Tomaz Crochemore, Mario Lucio Baptista Filho
Hospital Leforte, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 7 ‐ Horário: 13:51‐13:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As infecções do trato urinário associadas a cateter vesical de demora (ITU‐CVD) são responsáveis por 35‐45% das infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes adultos. Aproximadamente 20% dos pacientes de um hospital serão submetidos à cateterização vesical durante sua hospitalização. Assim, a adesão pelos profissionais de saúde às medidas de prevenção é fundamental.

Objetivo: Descrever e analisar a adesão às estratégias adotadas para prevenção de ITU‐CVD em unidade de terapia intensiva e semi‐intensiva de um hospital em São Paulo, que permitiram a manutenção de taxa zero de incidência de ITU‐CVD nos últimos dois anos.

Metodologia: Análise retrospectiva da adesão ao pacote de medidas preventivas de ITU‐CVD e descrição das ações adotadas diante das não conformidades identificadas. O pacote prevê: inserção do CVD por profissional capacitado, kit para passagem de CVD, check list durante a passagem, revisão diária da indicação do CVD, rotina de higiene íntima, esvaziamento regular do saco coletor, fixação e posicionamento adequados do CVD. Os dados foram obtidos dos check lists de inserção e das fichas de mapeamento do protocolo.

Resultado: Entre abril de 2016 e maio de 2018, 659 pacientes usaram CVD. A média de permanência do dispositivo foi de 6,8 dias e mediana de três dias. A revisão diária da necessidade de manutenção do cateter foi feita em 98,8% dos casos. A higiene foi adequada em 94,7% dos casos e as estratégias usadas foram a padronização do antisséptico para a rotina (clorexidina) e colocação de almotolias à beira‐leito. Obteve‐se adesão de 85,4% na fixação adequada do cateter. Observou‐se fragilidade na padronização do material para fixação do CVD e como plano fizeram‐se teste e substituição do material, treinamento da equipe e avaliação de eficácia. O posicionamento adequado foi o item de maior adesão (99,8%). O esvaziamento da bolsa coletora foi adequado em 99,2% dos casos.

Discussão/conclusão: O gerenciamento dos indicadores e a análise das fragilidades são ferramentas importantes para melhoria contínua. A visita multidisciplinar foi estratégica para discutir a indicação do CVD, reduziu o tempo de permanência e da assertividade no posicionamento do CVD. A adesão pelos profissionais às recomendações é um desafio. A instituição de programas operacionais, bem como a sensibilização dos profissionais para essa problemática, é o ponto de partida fundamental para prática sustentada.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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