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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐116
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ZIKA VÍRUS EM TEMPOS DE PANDEMIA DE CORONAVIRUS: ANÁLISE COMPARATIVA DOS OITO PRIMEIROS MESES DOS ANOS DE 2019 E 2020, NA BAHIA
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Gabrielle Mascarenha Canto, Samira Barros Nahas Ribeiro, Evelyn Almeida Possidonio Costa, Aldencar Coêlho Ribeiro Sobrinho, Katia de Miranda Avena
Centro Universitário UniFTC, Salvador, BA, Brasil
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Introdução: A atual pandemia de coronavirus tornou‐se o principal foco da saúde pública mundial. Entretanto as infecções causadas pelas arboviroses permanecem assolando a população brasileira tendo em vista que as condições climáticas do país favorecem a proliferação dos insetos vetores. A incidência de infecção pelo Zika Vírus (ZIKV) tem se mostrado bastante elevada, assim como sua dispersão em todo território nacional. Na Bahia, o ZIKV teve sua identificação em maio/2015 e desde então novos casos vêm sendo registrados a cada ano a despeito dos programas de prevenção e controle instituídos.

Objetivo: Comparar os casos notificados de ZIKV no estado da Bahia, nos anos de 2019 e 2020, analisando o perfil epidemiológico encontrado.

Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo, quantitativo, realizado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS), comparando as notificações de infecção por ZIKV nos meses de janeiro a agosto dos anos de 2019 e 2020, no estado da Bahia. Além das notificações, foram considerados como variáveis de interesse o gênero e as faixas etárias. Dispensou‐se apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa por terem sido utilizados dados públicos e gratuitos, sem identificação dos participantes.

Resultados: Nos primeiros oito meses de 2019 foram registrados 2.552 casos de infecção por ZIKV, com predomínio em mulheres (n=1.654; 64,8%), da faixa etária de 20‐34 anos (n=693; 27,1%). Analisando o mesmo período do ano de 2020, observou‐se um crescimento de 87,6% de notificações, com 4.787 casos confirmados, mantendo‐se o predomínio entre mulheres (n=3.048; 63,6%), da faixa etária de 20‐34 anos (n=1.399; 29,2%).

Discussão/Conclusão: O cenário epidemiológico observado aponta para um expressivo crescimento dos casos de infecção pelo ZIKV em 2020, fato que pode estar associado aos esforços sanitários direcionados à pandemia de COVID‐19, consequentemente, deixando as medidas preventivas para as arboviroses em segundo plano. É indubitável que as precauções estejam direcionadas para a nova pandemia que tem se alastrado rapidamente tanto no estado da Bahia quanto no país e no mundo. Entretanto, ao analisar o contexto da infecção pelo ZIKV, pode‐se considerar a existência de duas pandemias simultâneas, no que diz respeito à rápida evolução e à necessidade de vigilância e cuidados de saúde. Esse pode ser considerado um grande desafio da atualidade: lidar com a pandemia de Covid‐19, sem negligenciar as infecções pelas arboviroses.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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