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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐235
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101313
Open Access
10 ANOS DE SÍFILIS CONGÊNITA EM MATERNIDADE FILANTRÓPICA DE ARACAJU‐SE
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Mariana Alma Rocha de Andrade, Izailza Matos Dantas Lopes, Matheus Todt Aragão, Gabriel Dantas Lopes, Mateus Lenier Rezende, Elisandra de Carvalho Nascimento, Catharina Garcia de Oliveira, Bruno José Santos Lima, Leonardo Santos Melo, Gilmara Carvalho Batista
Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju, SE, Brasil
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Introdução: A Sífilis Congênita (SC) é definida como todo recém‐nascido filho de mãe não tratada ou inadequadamente tratada para sífilis que tenha VDRL positivo com qualquer titulação durante a gestação, mesmo sem teste confirmatório para o Treponema Pallidum.

Objetivo: Caracterizar a Sífilis Congênita e descrever fatores associados, como o perfil demográfico e socioeconômico materno, adequação do tratamento materno, paterno e do recém‐nascido com SC.

Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo, quantitativo, realizado no período de 2010 a 2019 em uma Maternidade Filantrópica de Aracaju‐SE, a partir de dados coletados através dos prontuários de pacientes com SC.

Resultados: Em relação às progenitoras, a idade média foi de 24,7±6,2 anos, com distribuição de 49% na capital e 49,6% nos interiores de Sergipe, sendo que 88,6% habitam regiões urbanas e 1,4% residiam em outro estado. A maioria era multípara, com uma média de 2,3±1,5 filhos, 24,7% já tiveram algum aborto e 50,7% tinham menos de 8 anos de escolaridade. A média de consultas de pré‐natal foi de 5,9±2,8 consultas. Com relação ao tratamento, 78,8% das mães o realizaram completamente, em 15,8% foi incompleto e 5,4% não trataram. Acerca do tratamento dos parceiros, 40,1% foram tratados de forma adequada, 29,6% tratados de forma incompleta e 30,4% não foram tratados. Já os lactentes, 50,7% meninos e 49,3% meninas nasceram com uma média de peso de 3.162,7±598,6g, sendo 81,7% com peso adequado e 11,3% com baixo peso. Quanto aos exames, 34% dos lactentes tiveram alterações na radiografia, 0,8% na fundoscopia e 3,9% no teste da orelhinha. Além disso, boa parte não apresentou os exames, como a fundoscopia (64,5%) e o teste da orelhinha (53,9%). Por fim, os neonatos foram tratados com Penicilina Cristalina (65,4%), Penicilina Procaína (18,3%) e Benzetacil (13,9%), apenas um caso não foi tratado e 18 casos (1,4%) foram tratados com Ceftriaxona.

Discussão/Conclusão: O crescimento da SC em Sergipe demonstra que houve diminuição da subnotificação, porém, por outro lado, revela ineficiência no diagnóstico precoce e no tratamento adequado materno e de seu parceiro. O alto índice de lactentes sem resultado de fundoscopia e de teste da orelhinha pode ser explicado pela não realização dos testes ou entrega desses resultados.

A SC é um problema de saúde pública prevalente em Sergipe, acometendo majoritariamente mulheres multíparas, jovens e com baixa escolaridade, que terminam concebendo crianças infectadas que, muitas vezes, apresentam lesões ósseas e baixo peso ao nascer.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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