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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 62-63 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 62-63 (December 2018)
EP‐056
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.118
Open Access
A ADESÃO AO PACOTE DE 3 HORAS DO TRATAMENTO DA SEPSE EM PACIENTES COM DOENÇA ONCO‐HEMATOLÓGICA TEM RELAÇÃO COM A LETALIDADE?
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Luciane Luz e Silva, Diogo Boldim Ferreira, Janaina Midori Goto, Deyvid Fernando M. da Silva, Otavio Monteiro Becker Jr, Paula Tuma, Eduardo Servolo Medeiros
Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 3 ‐ Horário: 13:37‐13:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Diversos estudos têm discutido a aplicação dos itens do pacote de medidas do protocolo de sepse e demostram a importância da qualidade do atendimento e redução da letalidade quando existe adesão aos pacotes de medidas do protocolo de sepse.

Objetivo: Avaliar a adesão ao pacote de três horas do tratamento da sepse em pacientes com doença onco‐hematológica e o impacto na mortalidade.

Metodologia: Estudo de coorte histórico, feito no Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, serviço terciário de referência em pacientes onco‐hematológicos e transplante de medula óssea em São Paulo, administrado por uma organização social de saúde (OSS), Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Foram incluídos consecutivamente pacientes com diagnóstico de sepse e choque séptico de agosto de 2013 a julho de 2016. O acompanhamento dos pacientes foi por 30 dias. Usou‐se o método de seleção Stepwise backward segundo critério de Akaike para análise das variáveis. Os dados foram analisados com estatística descritiva e inferencial, com intervalo de significância de 95%, através do auxílio do software R 3.3.3 (R Core Team, 2016). Os testes consideraram nível de significância de 5%.

Resultado: Foram incluídos 113 pacientes com sepse e choque séptico. A proporção do sexo masculino foi de 54,9% e a média em anos de 59,7. Os diagnósticos hematológicos mais frentes leucemias agudas 31,0%. No transplante de medula óssea (TMO), predominaram os autólogos (85,8%). A proporção de sepse foi de 52,2% e choque séptico de 47,8%. Os principais focos infecciosos foram pneumonia (32,7%), ICS (30,1%), sem foco (15%) e abdominal (13,3%). O agente infeccioso foi identificado em 46,9% dos casos, os bacilos gram‐negativos os mais frequentes (79,2%). K. pneumoniae foi o principal microrganismo, apresentou resistência aos carbapenêmicos em 61,1% dos casos. A letalidade geral em 30 dias foi de 49,6%. Nos casos de sepse, encontrada taxa de 35,7% e no choque séptico de 64,3%. Em relação à adequação ao pacote de três horas, foi feita a coleta de lactato (91,1%), duas amostras de hemoculturas antes do início do antibiótico (82,2%), antimicrobiano na primeira hora (85%) e expansão volêmica dos casos com sinal de hipotensão (84,1%). A adequação a todos os itens do pacote de três horas foi de 73,5%. Na análise univariada foi observada uma tendência de proteção da adequação ao protocolo de sepse (p=0,057) na letalidade e na análise multivariada não encontramos relação com a letalidade.

Discussão/conclusão: A adesão geral ao pacote de três horas foi 73,5% e não encontramos relação com a letalidade na análise multivariada.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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