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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 62 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 62 (December 2018)
EP‐055
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.117
Open Access
ADENOVIRUS EM RECEPTORES DE TRANSPLANTE RENAL: SÉRIE DE CASOS
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Alejandro Tulio Zapata, Daniel Wagner Castro Lima Santos, Laila Almeida Viana, Marina Pontello Cristelli, Helio Tedesco Silva‐Junior, Jose Osmar Medina‐Pestana
Hospital do Rim, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 3 ‐ Horário: 13:30‐13:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A infecção por adenovírus é uma importante causa de complicações em pacientes transplantados renais que apresentam riscos potenciais de perda da função do enxerto e morte. Representa uma das principais causas infecciosas de cistite hemorrágica associada ou não a nefrite viral.

Objetivo: Descrever as características clínicas e laboratoriais dos receptores de transplante renal no Hospital do Rim (Unifesp) que desenvolveram infecção por adenovírus em 2016 e 2017.

Metodologia: Os pacientes foram selecionados a partir dos registros de laboratório que mostravam exame positivo para adenovírus através da reação em cadeia da polimerase (PCR quantitativo ou qualitativo) em amostras de sangue e/ou urina. Os dados foram coletados em ficha‐padrão e incluíam os principais sintomas no início da doença, duração dos sintomas, órgãos acometidos, tempo do transplante até a doença, modalidade terapêutica, disfunção do enxerto e manejo da imunossupressão.

Resultado: Foram encontrados seis pacientes transplantados renais com exame positivo para adenovírus. Todos os pacientes receberam indução com timoglobulina no momento do transplante. Três eram receptores de transplante de doador vivo, desenvolveram a doença no primeiro ano após o transplante. Os receptores de doador falecido desenvolveram a doença após um ano do transplante. No momento do diagnóstico, todos estavam em uso de prednisona e inibidor de calcineurina, associado a azatioprina (quatro casos) e everolimus (um caso). Os principais sintomas foram febre (n=6), hematúria macroscópica (n=5) e disúria (n=5). A duração dos sintomas foi de 13 dias (7‐18), a febre foi o último sintoma a desaparecer. O tempo médio para viremia negativar desde o início dos sintomas foi de 21 dias. A perda de função do aloenxerto foi de 9ml/min/1,73 m2 (8‐32ml/min/1,73 m2). A coinfecção com CMV ocorreu em um caso. O tempo médio de internação foi de 26 dias (nove a 55). O tratamento da infecção incluiu diminuição nas doses dos imunossupressores em todos os casos, em dois deles foi feita a suspensão da azatioprina. Dois pacientes receberam imunoglobulina intravenosa como parte do tratamento. Todos os pacientes sobreviveram à infecção e um deles desenvolveu recorrência da infecção posteriormente.

Discussão/conclusão: A infecção por adenovírus em pacientes transplantados renais deve ser considerada em pacientes com hematúria macroscópica. A infecção causa prejuízo na função do enxerto e por isso seu diagnóstico deve ser precoce e o manejo da imunossupressão é recomendado nessas ocasiões.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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