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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐164
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101242
Open Access
BUSCA ATIVA DE HEPATITE C CRÔNICA ASSINTOMÁTICA NUMA CLÍNICA DE HEMODIÁLISE EM NATAL/RN, BRASIL
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Adrielle Silva Barreto, Italo R.A. Pereira, Themis Rocha, Igor Thiago Queiroz, Técia K.G.V. Silva, Waléria V.O. Santos
Universidade Potiguar (UnP), Natal, RN, Brasil
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Introdução: A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) é de maior risco entre pacientes em hemodiálise comparados a população geral. Para se evitar um aumento da morbimortalidade associada à infecção pelo HCV na população com doença renal terminal e para que esta seja reconhecida e tratada precocemente, é importante que as clínicas de diálise mantenham hábitos de triagem rotineiros, além de práticas de controle de infecção.

Objetivo: Neste trabalho, objetivou‐se detectar novas infecções pelo HCV em uma população de alto risco, contribuindo para a micro eliminação da hepatite C.

Metodologia: Intervenção realizada em uma clínica de hemodiálise em Natal/RN, no período de 21 a 28 de dezembro de 2019, com 54 pacientes na faixa etária de 22 a 91 anos. Foi efetuado o trabalho de educação em saúde, aplicando questionário sobre fatores de risco relativos à transmissão de HCV e pesquisa de sintomas sugestivos de doença crônica pelo HCV, bem como testes rápido anti‐HCV e detecção da carga viral.

Resultados: Das 54 amostras obtidas, todos os testes rápidos anti‐HCV foram negativos, bem como todos os HCV‐RNA foram não detectáveis. Os fatores de risco avaliados para Hepatite C foram: uso de drogas injetáveis, perfurocortantes, transfusão, cirurgia, tratamento dentário, acupuntura, tatuagem, piercings, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), parceiros sexuais HCV positivos, acidente ocupacional, hemofilia, transplante, alcoolismo e não imunização contra hepatite B. Dentre os quais, destaca‐se o tratamento dentário, presente em 96,23%, cirurgia prévia em 90,57%, transfusão de sangue em 56,60% e relação sexual desprotegida em 67,92% dos entrevistados, embora todos os outros fatores de risco estejam presentes em menores percentuais.

Discussão/Conclusão: O ambiente de hemodiálise possui características únicas que facilitam a transmissão do HCV, como alto risco de contaminação sanguínea de superfícies, objetos e dispositivos, bem como um grande número de pacientes tratados simultaneamente em um espaço compartilhado. Na população geral, a prevalência viral é de 1% a 2%. Assim, embora grande parte dos pacientes submetida neste estudo tenha apresentado ao menos um fator de risco, a prevalência da infecção pelo HCV foi nula. A prevenção da transmissão e o diagnóstico precoce da hepatite C em pacientes em hemodiálise requerem adesão consistente ao controle de infecção e a disponibilidade de exames de triagem periódicos neste grupo exposto, o que facilitaria o tratamento curativo e a micro eliminação da hepatite C em populações chaves.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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